O movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), apoiado por artistas, parlamentares e lideranças de esquerda, divulgou nesta semana uma carta pública direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitando o rompimento de relações diplomáticas do Brasil com Israel.
Entre os signatários estão o cantor e compositor Chico Buarque, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP), o jornalista Breno Altman, além de partidos e movimentos sociais ligados à esquerda. Altman, um dos apoiadores do manifesto, foi condenado em 2024 por declarações ofensivas a judeus.
Embora a carta tenha o apoio de parlamentares do PT, o Partido dos Trabalhadores não aparece formalmente como signatário da iniciativa. No documento, os apoiadores acusam o governo israelense de manter o povo palestino “sob um regime de ocupação, apartheid e genocídio”, em referência ao conflito na Faixa de Gaza.
O BDS reconhece que Lula tem se posicionado de forma “firme e coerente” em relação ao tema, mas exige ações concretas, como o embargo militar e energético contra Israel e a revogação do acordo de livre comércio entre os dois países.
O texto também denuncia que, apesar das decisões da Corte Internacional de Justiça e resoluções da ONU, o Brasil continua exportando petróleo e negociando armamentos com empresas israelenses, o que, segundo os autores, contraria os princípios de direitos humanos defendidos pelo governo brasileiro.
A carta amplia o debate sobre o papel do Brasil no cenário internacional diante da crise humanitária no Oriente Médio e pressiona o Executivo por uma postura mais dura frente ao governo de Israel.
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