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Quarta-feira, 06 de Maio de 2026

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Guerra no Irã pode ter motivado suspeito do ataque em jantar com Trump

Uma avaliação preliminar da Inteligência do Departamento de Segurança Interna americano concluiu que Cole Allen tinha "múltiplas queixas sociais e políticas"

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Guerra no Irã pode ter motivado suspeito do ataque em jantar com Trump
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O DHS (Departamento de Segurança Interna) dos Estados Unidos identificou a guerra com o Irã como um possível motivo para o homem acusado de tentar assassinar o presidente americano Donald Trump e outras autoridades no Jantar de Correspondentes da Casa Branca, de acordo com um relatório de inteligência.

O documento foi enviado a autoridades policiais estaduais e locais em todo o país e a outras agências federais.

O relatório, uma avaliação preliminar do Escritório de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Interna, datada de 27 de abril, concluiu que o suspeito Cole Allen tinha “múltiplas queixas sociais e políticas”.

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O relatório concluiu que o conflito com o Irã “pode ​​ter contribuído para sua decisão de realizar o ataque”, citando postagens de Allen em redes sociais que criticavam as ações dos EUA na guerra.

A avaliação lança nova luz sobre a busca do governo por um motivo para o ataque frustrado ao jantar no dia final de abril.

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Suas conclusões, embora preliminares, oferecem a evidência mais definitiva até o momento de que o conflito com o Irã, que matou milhares de pessoas no Oriente Médio e abalou a economia global, pode ter sido um fator desencadeante.

O relatório, classificado como “Nota de Incidente Crítico”, foi obtido por meio de pedidos de acesso à informação feitos pela organização sem fins lucrativos Property of the People, que promove a transparência, e compartilhado com a Reuters.

Um porta-voz do DHS recusou-se a comentar o conteúdo da avaliação de inteligência.

“Esses relatórios notificam nossos parceiros sobre as informações mais recentes disponíveis após incidentes significativos que impactam a segurança nacional”, disse o porta-voz.

O FBI se recusou a comentar e o Departamento de Justiça dos EUA não respondeu aos pedidos de comentários.

Na terça-feira (5), o Departamento de Justiça dos EUA acrescentou uma acusação de agressão a um agente federal, acusando Allen de atirar contra um agente do Serviço Secreto dos EUA em um posto de controle de segurança.

O Departamento também acusou Allen de tentativa de assassinato, disparo de arma de fogo durante um crime violento e transporte ilegal de arma de fogo e munição através das fronteiras estaduais. Ele ainda não se declarou culpado ou inocente.

Até o momento, as autoridades americanas pouco falaram sobre a suposta motivação de Allen, limitando-se a mencionar um e-mail que ele enviou a familiares na noite do ataque.

A mensagem, que as autoridades classificaram como um manifesto, expressava raiva contra o governo e se referia ao seu desejo de atacar o “traidor” que discursava, sem mencionar Trump nominalmente.

Nos autos do processo, os promotores alegaram que Allen “discordava” politicamente de Trump e “queria ‘revidar’ contra políticas e decisões governamentais que considerava moralmente questionáveis”.

O FBI tem realizado um exame detalhado da atividade de Allen nas redes sociais e de sua presença digital em busca de um motivo para o ataque, disse à Reuters um alto funcionário da polícia, falando sob condição de anonimato.

“Está sendo analisado com atenção”, disse o funcionário à Reuters.

A investigação inclui uma análise de publicações em uma conta da Bluesky no Twitter, vinculada a Allen, que postou e compartilhou uma série de mensagens anti-Trump nas semanas que antecederam o ataque.

As publicações incluem críticas às ações dos EUA no Irã, mas também ataques à administração Trump sobre imigração, Elon Musk e a guerra da Rússia na Ucrânia.

A conta compartilhou uma publicação pedindo o impeachment de Trump por sua ameaça de destruir a civilização iraniana, feita horas antes de Trump concordar com um cessar-fogo. Também compartilhou críticas a repórteres que planejavam comparecer ao jantar com a imprensa.

O FBI também analisou uma publicação de 2024 na qual uma conta ligada a Allen, ao citar um versículo bíblico, parece chamar Trump de “diabo” em resposta a uma mensagem da filha de Trump, Tiffany.

O foco na atividade online de Allen visa, em parte, evitar teorias da conspiração sobre o motivo e a atividade online do suspeito do ataque, disse a autoridade.

A autoridade acrescentou que a especulação sobre a atividade online do homem que atirou em Trump durante um comício de campanha em 2024 em Butler, Pensilvânia, havia gerado teorias da conspiração amplamente difundidas.

FONTE/CRÉDITOS: Giovanna Csiszar
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