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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2026

Saúde e Beleza

Hildon quer reforçar saúde materno-infantil em Rondônia, que tem a 2ª pior mortalidade infantil do país

Diagnóstico do TCE aponta 1.250 gestantes sem pré-natal em 2025 e maioria dos leitos de UTI neonatal do SUS concentrados em Porto Velho

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Por Estadão Rondônia
Hildon quer reforçar saúde materno-infantil em Rondônia, que tem a 2ª pior mortalidade infantil do país
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Rondônia registrou 17,1 mortes de crianças menores de um ano para cada mil nascidos vivos em 2024, a segunda pior taxa do Brasil. O diagnóstico é do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RO) com base em dados do IBGE.

Para o candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves (Federação União Progressista), o número expõe falhas que começam antes do parto: "Nenhuma mãe deveria passar pela dor de perder um filho por falta de atendimento. A gestante precisa ser acompanhada desde o começo da gravidez, e o bebê precisa ter atendimento perto de onde a família vive."

Pré-natal falho

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Em 2025, 1.250 gestantes não fizeram nenhuma consulta de pré-natal em Rondônia, e outras 2.880 só iniciaram o acompanhamento depois da 12ª semana de gestação. Segundo o TCE, esses atrasos comprometem a identificação precoce de gestações de risco.

UTI concentrada

A mortalidade neonatal, que registra os óbitos ocorridos nos primeiros 28 dias de vida, chegou a 8,54 por mil nascidos vivos em 2025, quase o dobro da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para 2030, de no máximo 5 óbitos por mil.

O quadro se agrava porque dos 35 leitos de UTI neonatal do SUS no estado, apenas quatro estão em Vilhena e 31 estão concentrados em Porto Velho, o que obriga famílias do interior a percorrer centenas de quilômetros em busca de atendimento de alta complexidade.

O que Hildon propõe

O Plano de Governo 2027-2030 propõe reforçar o pré-natal, priorizar o atendimento às gestações de alto risco, integrar atenção básica, média e alta complexidade, e descentralizar exames especializados para reduzir o deslocamento de famílias do interior.

Os resultados da gestão de Hildon em Porto Velho mostram avanços na saúde materno-infantil: os casos de sífilis congênita caíram 91%, de 82 para 7 entre 2017 e 2024; o aleitamento materno exclusivo subiu de 27,8% para 66,9%; e o Centro Integrado Materno Infantil (CIMI) realizou 11.845 consultas em 2024.

"No meu governo, a gestante rondoniense vai ver pré-natal marcado desde a primeira semana, exame feito no seu próprio município e UTI neonatal por perto quando o filho precisar, porque cada real que vier para a saúde da nossa gente vai virar vida salva, não estatística", enfatiza Hildon Chaves.

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