Um homem de 89 anos morreu após ser atacado por abelhas enquanto tentava remover uma colmeia de um terreno baldio próximo à sua residência, no último sábado (27), em Vicente de Carvalho, no Guarujá, litoral paulista.
Segundo a Polícia Civil, o homem foi socorrido pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) São João, mas não resistiu e morreu.
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A ocorrência foi registrada como morte suspeita na Delegacia de Guarujá, que investiga o caso.
O Grupamento de Defesa Ambiental realizou, no domingo (28), a remoção da colmeia de abelhas africanizadas (Apis mellifera) que atacaram e mataram a vítima.
De acordo com o órgão, a colmeia estava em um local de difícil acesso, entre a vegetação e resíduos, com um enxame extremamente populoso e agressivo.
O alveário foi remanejado para um lugar distante de mata, na região do Morro do Barra.
Veja vídeo da remoção:
Em entrevista à CNN Brasil, o biólogo Henrique Abrahão Charles afirmou que as abelhas “não saem por aí matando as pessoas porque elas querem”. Elas procuram sempre se proteger e proteger a rainha, e atacam quando se sentem ameaçadas.
Sobre as abelhas africanas, em específico, Henrique explicou que elas são mais reativas que as europeias, tendo uma defesa mais espontânea. Ou seja, essa espécie ataca com “muito mais facilidade”.
O biólogo alerta que deve-se tomar cuidado apenas para casos de enxames, já que “uma única abelha não vai fazer nenhum problema para você”. No caso de encontrar uma colmeia, deve-se sempre contatar os bombeiros e órgãos ambientais para a remoção com segurança.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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