Os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, no Iêmen, confirmaram nesta terça-feira (8) que atacaram instalações de petróleo da Arábia Saudita com “dezenas” de mísseis balísticos e drones.
O grupo disse que os ataques foram uma resposta à “agressão saudita”, que considera responsável pela escalada da violência.
“Em resposta a essa agressão hedionda… as Forças Armadas do Iêmen realizaram uma operação militar de grande escala e de natureza específica” contra instalações de energia da gigante petrolífera saudita Aramco em Abha e Jizã, entre outros locais, segundo um comunicado divulgado pelo porta-voz militar do grupo, Yahya Saree.
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“Continuaremos nossas operações em áreas profundas da Arábia Saudita, tendo como alvo concentrações de tropas e implementando uma política de ‘cerco por cerco’ até que a agressão cesse e o bloqueio contra nosso amado país seja suspenso”, acrescentou o grupo.
Ataques atingem instalações em quatro cidades
Pelo menos 73 pessoas ficaram feridas em ataques contra a Arábia Saudita, informou nesta terça-feira (8) a coalizão liderada pelo país, prometendo responder com firmeza à mais recente escalada das hostilidades.
Na nota, o porta-voz oficial das Forças da Coalizão, major-general Turki Al-Maliki, afirma que os houthis realizaram ataques contra instalações civis e econômicas nas cidades de Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran.
“Deixaram 73 civis feridos, incluindo mulheres e crianças, e constituem uma flagrante violação da soberania do Reino, além de uma ameaça direta à segurança e à integridade de seus cidadãos e residentes”, diz Al-Maliki.
Os houthis, que controlam as áreas mais populosas do Iêmen e grande parte do norte do país, vêm realizando ataques contra a Arábia Saudita desde que anunciaram, em julho, um bloqueio naval contra Riad, com ofensivas contra embarcações no Mar Vermelho.
A mais recente escalada foi “perigosa”, já que os houthis atacaram instalações civis e econômicas no maior exportador de petróleo do mundo e líder de fato da Opep, afirmou nesta terça-feira o porta-voz da coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen.
“A coalizão tomará todas as medidas operacionais necessárias para dissuadir essa milícia terrorista e confrontará firmemente sua postura hostil”, afirma o coronel Turki al-Malki em comunicado.
“O Comando também tomará todas as medidas e ações necessárias para responder às fontes da ameaça e neutralizar seu perigo”, completa.
Na segunda-feira, o jornal Financial Times informou que instalações petrolíferas da Saudi Aramco em Jazan foram atingidas em novos ataques e que os danos estavam sendo avaliados. A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a informação, e a Aramco não comentou o caso.
*Com informações da Reuters
Quem são os Houthis, grupo do Iêmen apoiado pelo Irã?
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