O Exército de Israel retirou combatentes do Hezbollah que estavam escondidos em túneis sob a estratégica cordilheira de Ali al-Taher, no sul do Líbano, afirmou nesta sexta-feira (4) o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. O grupo apoiado pelo Irã não comentou imediatamente.
Israel havia afirmado que combatentes do Hezbollah estavam instalados em túneis sob a cordilheira, que domina uma ampla área e se tornou um dos pontos mais disputados da guerra entre Israel e Hezbollah, apesar do cessar-fogo anunciado em junho.
A Reuters informou na quinta-feira (3) que o Irã havia alertado os Estados Unidos, no mês passado, de que responderia com força a uma ofensiva israelense contra posições de seus aliados do Hezbollah na região.
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“A missão foi concluída e os túneis foram limpos de terroristas”, afirmou Katz nas redes sociais, após o Exército informar, na noite de quinta-feira, que havia assumido o controle operacional da cordilheira.
O Exército afirmou que alguns combatentes do Hezbollah foram “eliminados”, enquanto outros fugiram.
O Hezbollah não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, e a Reuters não conseguiu verificar de forma independente a situação na cordilheira.
Acredita-se que o grupo xiita muçulmano tenha construído um centro de comando subterrâneo e depósitos de armas na região. O Hezbollah havia afirmado que resistiria a qualquer ofensiva israelense.
Libaneses liberados da prisão
Israel ampliou sua presença militar em várias áreas do sul do Líbano desde que lançou uma nova campanha contra o Hezbollah, em março.
Nesta sexta-feira, autoridades israelenses transferiram quatro pessoas detidas em Israel para autoridades libanesas, por meio do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).
Um libanês havia sido libertado na quinta-feira (3). A libertação dos cinco detidos faz parte de medidas de construção de confiança acordadas nas negociações entre Líbano e Israel mediadas pelos Estados Unidos.
Israel afirmou na quinta-feira que nenhum dos cinco tinha sido identificado como integrante de grupos militantes.
Um comitê libanês que defende os cidadãos do país detidos por Israel afirma que o país prendeu dezenas de pessoas dentro do Líbano nos últimos seis meses. Algumas foram libertadas após dias ou semanas, enquanto outras continuam sob custódia israelense.
O CICV afirmou nesta sexta-feira que não teve acesso a nenhuma pessoa detida por Israel desde outubro de 2023.
“Muitas famílias no Líbano ainda esperam respostas sobre o destino de entes queridos que podem estar detidos, mortos ou desaparecidos”, afirmou a organização.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse nesta sexta-feira que os libertados nesta semana faziam parte de um “primeiro grupo”, indicando que mais pessoas podem ser libertadas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Líbano também transferirá para Israel os restos mortais de figuras judaicas mortas no país nos anos 1980. Não foram divulgados nomes nem prazo para a transferência.
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