A Justiça Militar da União condenou o ex-sargento da Aeronáutica Manoel da Silva Rodrigues a três anos de prisão em regime aberto por associação ao tráfico. Rodrigues foi detido em 2019, no aeroporto de Sevilha, na Espanha, após usar um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para transportar 37 kg de cocaína.
O ex-sargento aeronáutico fazia parte da comitiva de 21 militares que acompanhava a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Tóquio, no Japão, onde participaria da reunião do G-20.
Atualmente, Rodrigues cumpre outra pena de seis anos de reclusão no país europeu, no entanto, em regime equivalente à liberdade condicional.
Segundo a decisão, o ex-sargento da aeronáutica desempenhava o papel de “transportador militar estratégico”, uma vez que usava da imunidade alfandegária decorrentes das missões oficiais de apoio à Presidência da República para exportar cargas milionárias de cocaína para o continente europeu.
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Em 2022, a Justiça Militar da União já havia condenado o sargento a 14 anos e 6 meses de prisão por tráfico internacional de drogas por conta do flagrante com o entorpecente.
Além de Rodrigues, a sentença também condenou outras duas pessoas que estariam envolvidas em um esquema para enviar as drogas para outros países facilitada pelas missões oficiais militares.
Entre elas estão Marcos Daniel Pena Borja a mais de 22 anos de prisão, apontado como o líder intelectual do grupo, e o segundo sargento Jorge Luiz da Cruz Silva, condenado a 19 anos de reclusão e identificado como o recrutador que fazia a ponte entre o financiador e os militares transportadores.
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Relembre o caso
Segundo o Ministério Público Militar, no dia 24 de junho de 2019, a bordo da aeronave da Força Aérea Brasileira, Rodrigues teria transportado cocaína, o que caracteriza tráfico internacional de drogas.
Em fevereiro de 2020, Rodrigues foi sentenciado pela Justiça espanhola a seis anos e um dia de prisão, além de pagar multa de 2 milhões de euros.
Já em fevereiro de 2022, a Justiça Militar havia condenado o ex-sargento a 14 anos e 6 meses de prisão por tráfico internacional de drogas. Três meses depois, a FAB decidiu expulsar Rodrigues da corporação.
A FAB afirmou, em nota, que atua para “coibir irregularidades e repudia condutas que não representam os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão Institucional”.
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