Quem foi ao supermercado em abril se assustou com o preço do leite UHT, que subiu 18,3%, segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid. O preço médio do produto subiu de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril.
A valorização ocorreu em meio à redução da produção nacional. De acordo com o Índice de Captação de Leite (ICAP-L), a coleta caiu 3,9% de fevereiro para março e soma uma retração de 11,1% nos três primeiros meses do ano.
O movimento reflete fatores sazonais, com menor oferta de pastagens, além da cautela dos produtores após um 2025 marcado por margens apertadas.
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Na sequência, outras categorias básicas também registraram avanço nos preços. Os queijos passaram de R$ 63,61 para R$ 65,12 (+2,4%), enquanto o feijão subiu de R$ 7,51 para R$ 7,67 (2,1%). Já os legumes aumentaram 2% e o pão teve crescimento de 1,8%.
“Os dados mostram uma pressão concentrada em categorias essenciais e mais sensíveis à sazonalidade, como lácteos e hortifruti, mantendo o consumidor mais atento aos preços e à composição da cesta de compras”, explica Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid.
Pressão acumulada no ano
No acumulado, entre dezembro de 2025 e abril deste ano, os legumes seguem liderando a inflação no varejo alimentar, com alta de 25,3%, escalando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida, aparecem leite UHT (21,7%), feijão (20,5%), ovos (13,4%) e carne bovina (6,6%), reforçando a pressão sobre itens essenciais da cesta básica.
“Para os próximos meses a tendência é de continuidade da volatilidade em categorias mais sensíveis à oferta e ao clima, como lácteos, hortifruti e itens básicos da alimentação. Ao mesmo tempo, categorias industrializadas e algumas proteínas devem seguir mais estáveis, sustentadas pela maior competitividade no varejo e acomodação de custos”, acrescenta Alves.
Variações de preços em abril de 2026 no Sudeste
Na região Sudeste, as categorias que apresentaram maior elevação de preço foram leite UHT (20,19%), pão (4,1%), creme dental (1,6%), água sanitária (1,6%) e arroz (1,4%). Em contrapartida, os principais recuos foram observados em carne suína (-5,9%), ovos (-4,8%), açúcar (-3,1%), café em pó e em grãos (-3%) e desinfetante (-1,8%).
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