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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que entregará nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a abertura de seus sigilos e dos cinco filhos. O candidato à reeleição também desafiou o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), a tomar a mesma iniciativa.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19), durante uma agenda de campanha em Porto Alegre. Lula apareceu com um documento nas mãos e disse que pretende encaminhá-lo à Justiça Eleitoral.
Na manifestação mais recente, o presidente destacou a autorização para acesso aos dados bancários dele e dos filhos. Durante o debate presidencial da Band, realizado no domingo (18), Lula também havia falado na abertura dos sigilos telefônicos das duas famílias.
Representantes da campanha afirmaram que a documentação seria encaminhada aos presidentes do TSE, Kassio Nunes Marques, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
DESAFIO APÓS DEBATE
A iniciativa ocorre após Lula e Flávio trocarem acusações sobre corrupção e patrimônio durante o primeiro debate do segundo turno.
Flávio cobrou explicações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, citado em investigações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência. Lula respondeu que o filho já havia autorizado o acesso da Polícia Federal aos dados bancários e telefônicos.
O presidente, por sua vez, questionou a origem dos recursos utilizados por Flávio na compra de um imóvel de aproximadamente R$ 10 milhões. Lula também voltou a citar negociações relacionadas ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
Ao anunciar o documento, Lula afirmou que a medida pretende permitir que a Justiça examine as informações e esclarecer as acusações feitas durante a campanha. O petista também pediu que Flávio autorize o acesso aos dados de empresas, negócios e familiares.
FLÁVIO AINDA NÃO CONFIRMOU ADESÃO
Durante o debate, Flávio afirmou que não teria nada a esconder, mas não confirmou se aceitará abrir os sigilos nos termos propostos pelo adversário.
Até a última atualização, o candidato do PL também não havia informado se apresentaria documentação semelhante ao TSE ou ao STF.
A entrega de uma autorização não representa, por si só, a divulgação imediata dos dados. Caberá aos tribunais definir como o documento será recebido, analisado e qual poderá ser o alcance do acesso às informações protegidas.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo, dia 25 de outubro.
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