Na Copa do Mundo deste ano, a memória de Diogo Jota segue viva.
Exatamente um ano após sua morte, o ex-atacante continua sendo constantemente homenageado pela seleção de Portugal durante o Mundial. Desde a estreia da equipe, a Federação Portuguesa de Futebol tem promovido tributos ao jogador, que morreu em julho de 2025.
Na primeira partida do torneio, no empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo, os pais de Jota, Joaquim e Isabel Silva, acompanharam o jogo como convidados de honra da federação.
Na rodada seguinte, na goleada por 5 a 0 sobre o Uzbequistão, os torcedores presentes no estádio também participaram da homenagem. Após a execução do hino de Portugal, uma imagem de Diogo Jota foi exibida no telão, em mais um tributo ao ex-atacante.
O técnico da seleção portuguesa, Roberto Martínez, também relembrou o jogador após a partida contra a Colômbia.
“Queremos ganhar a Copa do Mundo por ele. E acho que o aniversário é só um momento que transforma o jogo no ‘Jogo do Diogo Jota‘. Não é um momento difícil. A dificuldade é todo dia, quando ele não está aqui fisicamente. Mas quando ele está com a gente, somos um time mais forte”, afirmou.
A classificação de Portugal sobre a Croácia, nesta quinta-feira (2), também foi marcada por um momento de emoção fora das quatro linhas.
Depois da vitória por 2 a 1, o elenco português reuniu-se para homenagear Diogo Jota, exibindo a camisa de número 21, utilizada pelo atacante durante sua passagem pela seleção.
Os atletas apareceram reunidos com a camisa de Jota, enquanto Cristiano Ronaldo a vestiu e fez um gesto apontando para o céu.
Nas redes sociais, o capitão português também dedicou o triunfo ao atacante.
“Vencemos por nós, pelo Diogo e por Portugal!!! VAMOS!!!!”, escreveu o camisa 7.
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Relembre a morte
Diogo Jota, atacante do Liverpool e da seleção portuguesa, morreu aos 28 anos em um acidente de carro na Espanha, na madrugada de 3 de julho de 2025. O irmão dele, André Silva, também jogador profissional, morreu no mesmo acidente, aos 25 anos.
O acidente aconteceu por volta das 00h30 no horário local (19h30 de Brasília), na rodovia A-52, na província de Zamora, no noroeste da Espanha. A Lamborghini em que os dois viajavam saiu da pista e pegou fogo.
Testemunhas acionaram o Centro de Emergências de Castela e Leão, que mobilizou equipes da Guardia Civil de Tráfico, bombeiros, uma unidade médica de emergência e profissionais de saúde da região. Apesar da rápida resposta, os dois irmãos já estavam sem vida quando o socorro chegou.
A identificação inicial foi feita por meio dos documentos encontrados no local e da matrícula do veículo. Posteriormente, exames forenses realizados no Instituto de Medicina Legal de Zamora confirmaram oficialmente as identidades de Diogo Jota e André Silva.
Após serem repatriados para Portugal, os corpos foram velados em Gondomar, cidade onde Diogo Jota deu os primeiros passos na carreira no futebol.
A tragédia aconteceu apenas 11 dias depois do casamento de Jota com Rute Cardoso, companheira de longa data e mãe dos três filhos do jogador.
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