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Sabado, 18 de Abril de 2026

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Mendonça não vai atuar no mérito da delação de Vorcaro, diz Maierovitch

Segundo Wálter Maierovitch, o ministro do Supremo Tribunal Federal avaliará apenas aspectos formais do acordo de delação premiada do dono do Banco Master

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Mendonça não vai atuar no mérito da delação de Vorcaro, diz Maierovitch
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A possível delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tem gerado expectativas sobre revelações que poderiam envolver políticos e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). No entanto, o jurista Wálter Maierovitch esclareceu que o ministro André Mendonça, relator do caso na Corte, não irá avaliar o mérito do conteúdo do depoimento.

Em entrevista ao WW, Maierovitch explicou que a homologação de uma delação premiada é um procedimento extremamente formal. “Ele terá que ver se as partes estão bem representadas e estarão. Se o objeto é lícito, sim, é uma delação. É um contrato lícito. Se a forma é prevista em lei, sim, é prevista na lei”, detalhou o jurista.

Segundo Maierovitch, a atuação do ministro André Mendonça se limitará a verificar aspectos formais do acordo, sem ingressar no mérito ou conteúdo da delação. “Só isso é uma atuação de homologação sem ingresso no mérito, no conteúdo da delação”, afirmou, acrescentando que aqueles que estão criando expectativas sobre a atuação do ministro devem “tirar o cavalo da chuva”.

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O jurista também comentou sobre outro caso no STF, relacionado à votação sobre a CPI a ser realizada no Senado. Ele destacou que existem duas teses jurídicas que se confrontarão: a primeira defende que se trata de uma questão interna do Senado, na qual o Judiciário não deveria interferir; a segunda, apoiada por Mendonça, argumenta que a CPI é um instrumento de defesa das minorias e que cabe intervenção judicial em casos de arbitrariedade ou abuso.

Maierovitch encerrou sua análise expressando preocupação com o que considera ser uma tendência do STF de priorizar decisões políticas em detrimento de aspectos técnicos, afirmando que “o Supremo está deixando o técnico pelo político”.

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FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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