A morte de Elke Maravilha completa 10 anos neste domingo (16). Nascida na Alemanha, criada na Rússia e radicada no Brasil, a famosa trabalhou como modelo, jurada de TV, atriz e ativista dos direitos humanos ao longo da vida.
Antes de seguir carreira artística, Elke estudou Letras, Filosofia e Medicina, mas foi nas passarelas que ela obteve destaque.
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Nos anos 1960, a artista chamou atenção com seus looks extravagantes, que consistia em roupas coloridas, botas e muitos acessórios. Na década seguinte, garantiu um trabalho no “Show do Chacrinha”, que mais tarde se tornou o “Cassino do Chacrinha”, na TV Globo.
Elke Maravilha começou a trabalhar como jurada de programas de calouros, chamando atenção de Silvio Santos (1930-2024).
Ela também fez filmes de sucesso, como “Xica da Silva” (1976), “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1981) e “Zuzu Angel” (2006).
No teatro, fez, entre outros espetáculos, a montagem “A Rainha Morta”, que contou com nomes como Zezé Motta, Rosita Thomaz Lopes, Jorge Gomes e grande elenco.
Ativismo
Elke Maravilha foi uma das maiores vozes a favor da comunidade LGBT+ na mídia, mesmo em um tempo em que o assunto não era muito abordado na TV. Ela também criticou os desaparecimentos que aconteceram durante a ditadura militar, o que levou à sua prisão pela Lei de Segurança Nacional.
Por esta razão, a artista teve sua cidadania brasileira cassada, ficando apátrida até conseguir se tornar cidadã alemã mais tarde.
Elke Maravilha morreu em 2016, aos 71 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos.
A história dela foi contada pelo jornalista Chico Felitti, no livro “Elke: Mulher Maravilha”, de 2020.
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ELKE MARAVILHA E SILVIO SANTOS – 1990
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