O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou, nesta segunda-feira (4), três pessoas pelo desaparecimento e morte da família Aguiar. Pai, mãe e filha desapareceram no final do último mês de janeiro e são considerados mortos pela Polícia Civil gaúcha.
Os denunciados são o ex-namorado de uma das vítimas, um policial militar, que está preso e é apontado como o principal denunciado, a atual namorada e o irmão do agente. Para a promotoria, os suspeitos teriam trabalhado de forma articulada para matar a família. Os corpos ainda não foram encontrados.
Eles são acusados de dois feminicídios e um homicídio qualificado, além de três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa e outros delitos conexos, entre eles o crime de furto.
De acordo com as investigações, Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, foi morta na noite de 24 de janeiro, em sua casa. Na denúncia, o crime é caracterizado como feminicídio no contexto de violência doméstica e familiar.
Seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos, teriam sido mortos no dia seguinte, em diferentes locais de Cachoeirinha, após serem atraídos por mensagens falsas. As ligações fingiam que Silvana estava viva e tinha sofrido um acidente de carro.
Ninguém viu nenhum dos três familiares desde então. Os corpos ainda não foram encontrados.
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O MPRS requereu a perda do cargo público do PM e a incapacidade para o exercício do poder familiar. Já a atual namorada do policial foi denunciada por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho, em razão do planejamento dos crimes, da criação de álibis e da manipulação de provas.
O irmão do policial é denunciado por três crimes de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por auxiliar na ocultação dos corpos e atuar para dificultar o esclarecimento dos fatos.
Entenda o caso
No último dia 24 de janeiro, Silvana fez uma publicação em uma rede social afirmando que havia sofrido um acidente de trânsito durante retorno de uma viagem à Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, a mulher também agradeceu por orações. Desde então, o celular dela está desligado e não houve novos contatos.
Em 25 de janeiro, os pais dela foram alertados por vizinhos sobre as publicações e iniciaram a procura pela filha. Eles chegaram a ir a uma delegacia do município, mas como era domingo, a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos.
A família é proprietária de um mini mercado em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS). O local está fechado desde então.
A Polícia Civil informou que o acidente de trânsito relatado por Silvana na internet não ocorreu. Além disso, o carro dela foi encontrado na garagem de casa. A chave do veículo estava dentro do imóvel.
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