Um vendedor de vegetais ucraniano disse que um drone o perseguiu ao redor de sua banca antes de explodir ao lado de sua van e o ferir com estilhaços na cidade de Kherson, no sul do país, nesta terça-feira (4). Ele descreveu o episódio como “aterrorizante”.
A Ucrânia acusou a Rússia de cometer um crime de guerra. A administração militar regional de Kherson e a polícia ucraniana divulgaram um vídeo do incidente envolvendo o vendedor de 52 anos, identificado apenas como Yurii.
A Reuters verificou a localização usando edifícios, o traçado das estradas e a vegetação que correspondem a imagens de satélite e de arquivo.
A polícia informou que Yurii sobreviveu com ferimentos causados por estilhaços e choque, e imagens de um hospital mostraram ferimentos em suas pernas e costas.
Em depoimento às autoridades regionais dado no hospital, ele disse que não havia onde se esconder e descreveu o ataque como aterrorizante.
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Morador de uma cidade vizinha, ele relatou que costuma trazer produtos de agricultores para vender em Kherson.
“Minha esposa começou a correr, e o drone começou a se virar na nossa direção. O carro estava bem ali. Eu estava tentando mostrar para ele, tipo: ‘Olha, são só vegetais, não tem nada [militar] aqui.'”, disse.
“Mas aí começou a vir direto na minha direção. Então comecei a correr, tentando mostrar o que era, dizendo: ‘Olha!’. Minha esposa saiu correndo. Ela gritava: ‘Para onde eu corro?!’. Mas para onde você corre?”, acrescentou.
“Não tem para onde ir. Para um abrigo antiaéreo? Honestamente, isso não me passou pela cabeça na hora. É aterrorizante, claro. Muito aterrorizante”, concluiu.
Não foi possível verificar o local e a data da filmagem da entrevista. O homem parece corresponder às características físicas do indivíduo visto no vídeo da perseguição.
O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, afirmou que o ataque fazia parte de uma campanha deliberada da Rússia para intimidar civis e exigiu condenação internacional.
O Ministério da Defesa da Rússia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a Rússia e a Ucrânia negam ter como alvo civis na guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia em 2022.
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