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Terça-feira, 04 de Agosto de 2026

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Mulher é condenada à prisão perpétua nos EUA após matar o próprio filho e ocultar corpo atrás de parede falsa

Jerri Roby confessou o assassinato cometido em Gulfport, no Mississippi, e fingiu por meses que a vítima estava viva enviando mensagens falsas a familiares.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Mulher é condenada à prisão perpétua nos EUA após matar o próprio filho e ocultar corpo atrás de parede falsa
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Uma mulher de 69 anos foi condenada à pena de prisão perpétua nos Estados Unidos após confessar o assassinato de seu próprio filho e esconder o cadáver atrás de uma parede falsa construída dentro de casa. Além de ocultar o corpo por um longo período, a condenada ainda fingiu por meses que a vítima continuava viva, enviando mensagens de texto e cartas falsificadas para enganar os familiares. O caso bárbaro ocorreu na cidade de Gulfport, situada no estado do Mississippi, e chocou as autoridades locais pela complexidade da trama montada para encobrir o crime.

As investigações do caso tiveram início em janeiro de 2024, após o irmão de John Allen Gaither, de 42 anos, registrar o desaparecimento do rapaz junto às autoridades policiais. Questionada inicialmente sobre o paradeiro do filho, a mãe, identificada como Jerri Roby, alegou que ele havia viajado para o estado da Louisiana utilizando um veículo de aplicativo. No entanto, as diligências conduzidas pela polícia não encontraram nenhum registro de viagem ou movimentação que comprovasse a versão apresentada pela idosa.

Com o passar do tempo, os familiares passaram a receber mensagens de texto e correspondências supostamente enviadas por John, incluindo relatos de que ele teria viajado para as Filipinas para conhecer uma mulher. Diante das versões contraditórias e das suspeitas levantadas, a promotoria descobriu que a ré chegou a falsificar cartas, enviar mensagens se passando pela vítima e até convencer o próprio namorado a telefonar para parentes fingindo ser o rapaz. Durante a apuração, os policiais constataram que Jerri Roby já possuía uma condenação anterior por outro homicídio cometido na década de 1990.

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Munidos de um mandado de busca, os agentes realizaram uma vistoria minuciosa na residência da suspeita e localizaram o corpo de John Allen Gaither dentro de uma caixa de madeira escondida atrás da estrutura falsa de alvenaria. A autópsia realizada pelo Instituto Médico Legal apontou que a vítima foi executada com um tiro na nuca. Os investigadores também recolheram recibos de compras de materiais de construção, como sacos de areia, palha e fitas de vedação, utilizados para isolar o cadáver e evitar odores. Durante o julgamento, a defesa alegou que o crime ocorreu por impulso para aliviar o sofrimento do filho, que sofria de depressão, mas o magistrado rejeitou a justificativa, destacando que as ações calculadas para ocultar o crime comprovaram premeditação e tentativa deliberada de impunidade.

FONTE/CRÉDITOS: CAPITAL RONDÔNIA
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