A perícia realizada no corpo de Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, não identificou “sinais clássicos de intoxicação alimentar” durante a necropsia, segundo o perito Luiz Rustenes. A mulher morreu após passar mal em Pombal, no Sertão da Paraíba, depois de consumir uma pizza, em um caso que também deixou mais de 100 pessoas com sintomas semelhantes.
Apesar do resultado preliminar, a Polícia Civil da Paraíba informou à CNN Brasil, nesta segunda-feira (23), que o laudo toxicológico ainda não foi concluído e é considerado fundamental para esclarecer a causa da morte. A previsão é de que o exame seja finalizado ainda nesta semana.
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De acordo com o Instituto de Polícia Científica da Paraíba, os exames toxicológicos estão sendo realizados em amostras de alimentos coletados no estabelecimento e em materiais biológicos da vítima. Segundo a corporação, nenhuma hipótese foi descartada até o momento. A análise busca identificar tanto a causa da morte quanto a origem dos sintomas apresentados por outras pessoas.
O caso ganhou repercussão após diversos pacientes procurarem unidades de saúde em Pombal, entre os dias 15 e 17 de março, apresentando sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia e mal-estar. Em comum, os relatos apontam o consumo de alimentos em uma pizzaria do centro da cidade.
Raíssa morreu na última terça-feira (17), no Hospital Senador Rui Carneiro. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso e apura se há relação entre os alimentos consumidos e o quadro apresentado pelas vítimas.
O estabelecimento foi interditado cautelarmente pela Vigilância Sanitária. As autoridades aguardam os laudos periciais para esclarecer o que provocou o episódio.
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