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Sabado, 02 de Maio de 2026

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Neve não derrete e se transforma em hóspede indesejado em Nova York

Com temperaturas congelantes, prefeitura tenta derreter a neve com a ajuda de máquinas apelidadas de "banheiras de hidromassagem"

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Neve não derrete e se transforma em hóspede indesejado em Nova York
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Quase duas semanas após a nevasca que atingiu Nova York, as ruas da cidade ainda estão estão cobertas de gelo. Mas a neve branca e fofa, que rendeu belíssimas imagens há alguns dias, se transformou em pequenas montanhas de gelo sujas e inconvenientes.

Como é a praxe após fortes nevascas, a prefeitura mobilizou um enorme aparato para remover a neve das vias e das calçadas logo após a tempestade.

Mas o frio congelante não permitiu que a neve empurrada derretesse. Como resultado, montes de gelo escurecidos pelos resíduos das ruas agora fazem parte do cenário da cidade.

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Desde a tempestade dos dias 24 e 25 de janeiro, a cidade tem enfrentado temperaturas negativas todos os dias, com máximas que não chegaram a ultrapassar 1ºC.

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O prefeito Zohran Mamdani afirmou na terça-feira (3) que as equipes do Departamento de Saneamento de Nova York (DSNY) já desobstruíram mais de 52 mil faixas de pedestres, mais de 11 mil hidrantes e mais de 17 mil pontos de ônibus.

As operações continuam 24 horas por dia. E já foram derretidos mais de 68 milhões de quilos de neve.

O frio implacável também deixou vítimas. No início da semana, Mamdani afirmou que mais duas pessoas foram encontradas mortas após permanecerem ao relento em condições extremamente frias, elevando para 16 o número de mortes por hipotermia desde a nevasca.

A neve chegou a 30 centímetros em alguns lugares. No Central Park, bateu os 29 centímetros, superando a marca anterior de 25 centímetros, estabelecida em 1905, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.

Sem a contribuição da natureza para dar conta de tanto gelo, a prefeitura está tentando derreter a neve por conta própria. E para isso, voltou a usar uma máquina de derretimento de gelo que não era usada desde 2021.

Banheira de hidromassagem

Apelidada de “banheira de hidromassagem”, a Trecan Combustion 60-PD Snowmelter funciona como um forno gigante de derreter neve.

A neve é despejada em um tanque com água quente, rapidamente se transforma em líquido e é despejada em bueiros abertos. É uma alternativa mais rápida do que transportar a neve para fora da cidade, muito usada em aeroportos.

Enquanto o problema não se resolve, os nova-iorquinos se adaptam à nova realidade.

Botas de neve e calçados impermeáveis viraram o novo dress code. Só os mais ousados – ou desavisados – arriscam sapatos com solado liso, se equilibrando para não escorregar e cair.

Em locais onde a neve não foi removida ou apenas parcialmente retirada, pedestres têm que andar em fila indiana.

Os pontos de ônibus foram tomados pelo gelo, levando passageiros a esperar no meio da rua.

Aqueles que têm carro e não tomaram coragem para retirar a neve imediatamente após a nevasca, agora precisam fazer um esforço hercúleo para remover o gelo, que endureceu feito pedra.

E tudo indica que alguns preferiram partir para o transporte público, já que há carros ilhados pelo gelo em toda a parte.

O comentário geral entre os moradores da cidade, no transporte público, nos elevadores, nos mercados e bares é que o inverno de 2026 tem sido um dos mais rigorosos dos últimos anos, ainda que não tenha batido nenhum grande recorde oficial.

E o gelo, que insiste em não derreter, prova que o frio está particularmente incômodo neste ano.

Nevasca nos EUA: Telhado desaba sob peso da neve | CNN 360° Nevasca nos EUA: Telhado desaba sob peso da neve | CNN 360°

FONTE/CRÉDITOS: priscilayazbek
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