O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse nesta quarta-feira (12) que a direção nacional do PL (Partido Liberal) decidiu apoiar Flávio Roscoe na disputa pelo governo de Minas Gerais depois de aguardar até o limite uma definição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Segundo ele, a demora do parlamentar em decidir se entraria na corrida pelo Palácio Tiradentes prejudicou as articulações eleitorais da direita no estado.
Nikolas afirmou que, desde o início das negociações, defendia uma candidatura de Cleitinho ao governo mineiro com o apoio do PL. Para o deputado, uma aliança entre o senador e seu partido formaria uma chapa competitiva.
“Nós demos absolutamente todo o tempo para o Cleitinho decidir se viria ou não ao governo. O Cleitinho, em todo momento, eu disse que, se ele viesse ao governo, nós estaríamos juntos. A composição de Cleitinho com o PL seria, não tenho dúvidas, excelente”, pontuou Nikolas.
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O deputado ponderou que as sucessivas mudanças de posição de Cleitinho também ocorreram em meio a um momento pessoal difícil. Nikolas mencionou a morte do irmão do senador como um fator que teve impacto sobre as decisões políticas do aliado.
“O Cleitinho, inclusive pela fatalidade que houve com o irmão dele, ficou abalado. Falou que ia, depois voltou atrás, agora falou que iria novamente”, disse.
Decisão nacional
Diante da indefinição, segundo Nikolas, a cúpula nacional do PL avançou na construção de uma candidatura própria e decidiu caminhar com Flávio Roscoe. O ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) vinha sendo discutido pelo partido como uma das alternativas para disputar o governo.
“O Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e o PL nacional decidiram caminhar com o Flávio Roscoe”, afirmou Nikolas.
A decisão, no entanto, não significa necessariamente o encerramento das conversas em torno de Cleitinho. O deputado ressaltou que a montagem da chapa mineira ultrapassa as negociações locais e depende de entendimentos entre as direções nacionais do PL e do Republicanos.
“Eu não tomo exclusivamente essa decisão. Sei que depende até mesmo de articulações nacionais, porque envolve o Republicanos, envolve o próprio PL e envolve uma chapa que acredito que já está formada e que não dá mais para mudar porque está em ata”, declarou.
As indefinições persistem às vésperas do prazo para o registro das candidaturas. A convenção do Republicanos não havia definido a candidatura de Cleitinho ao governo, enquanto o PL também deixou aberta formalmente sua composição para a disputa estadual. O prazo para informar as chapas à Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.
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