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Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

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ONG compra área da Mata Atlântica para corredor ecológico sul-americano

Iniciativa busca restaurar paisagens naturais e recursos hídricos em mais de 2,5 milhões de km² entre o Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
ONG compra área da Mata Atlântica para corredor ecológico sul-americano
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A ONG Onçafari, que atua na conservação da biodiversidade brasileira, anunciou, nesta quinta-feira (11), o início da implementação da iniciativa que pretende reconectar, por meio de corredores fluviais, ecossistemas fragmentados da Bacia do Rio Paraná, que se estende por Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai, com a compra da primeira propriedade privada no bioma Mata Atlântica.

A iniciativa é considerada o primeiro esforço multinacional voltado à conexão e restauração de mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados de paisagens naturais e recursos hídricos no coração da América do Sul.

A nova propriedade na Mata Atlântica marca o início das atividades da Jaguar Rivers Initiative neste trecho do corredor.

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Para tornar possível a conectividade entre paisagens, a Jaguar Rivers Initiative adota um conjunto de quatro estratégias territoriais: arcas, zonas de amortecimento, trampolins ecológicos e rios de inundação.

As arcas são áreas naturais que funcionam como refúgios principais para a fauna e a flora. As zonas de amortecimento correspondem às áreas situadas entre ambientes mais preservados e aqueles alterados pela ação humana, destinadas a atividades de baixo impacto ecológico.

Os trampolins ecológicos são áreas estratégicas de vegetação natural ou em recuperação que funcionam como “pontes” entre diferentes habitats. Já nos rios e planícies de inundação é que a essência do projeto se revela, conectando florestas, criando refúgios e traçando rotas para a fauna.

O anúncio oficial ocorreu em Curitiba, durante a Conferência Nacional de Unidades de Conservação para Biodiversidade (UCBIO 2026), juntamente com o lançamento oficial da Jaguar Rivers Initiative no Brasil.

*Sob supervisão de Thiago Félix 

FONTE/CRÉDITOS: anaclaracampos
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