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Sexta-feira, 13 de Marco de 2026
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Pai torturou a filha até a morte por causa de mensagens no celular; diz investigação

Investigação revela que Marta Isabelle, de 16 anos, viveu dois meses em cárcere privado antes de morrer no Jardim Santana; pai, madrasta e avó estão presos.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Pai torturou a filha até a morte por causa de mensagens no celular; diz investigação
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A Delegada Leisaloma Carvalho, da Polícia Civil, apresentou na manhã desta terça-feira, 3, atualizações brutais sobre a morte da adolescente Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos. A jovem foi encontrada morta no último dia 24 de fevereiro, em uma residência no setor chacareiro do bairro Jardim Santana, zona leste de Porto Velho. As investigações apontam que a vítima foi submetida a um regime de tortura e cárcere privado que durou aproximadamente dois meses, sob a guarda do próprio pai, da madrasta e com a conivência da avó paterna.

Segundo o inquérito policial, o pai da adolescente, Calleb J. S., mantinha a filha amarrada à cama durante as noites e trancada em isolamento durante o dia. A motivação para o crime, relatada por uma irmã da vítima, teria sido o descontentamento do pai com mensagens encontradas no celular de Marta. Durante o período de reclusão, a jovem sofreu agressões severas e negligência extrema. Relatos da perícia indicam que, em sua fase terminal, a adolescente apresentava feridas expostas com presença de larvas e implorava por socorro, que lhe foi negado pelos familiares.

No momento da descoberta do corpo, o pai, a madrasta Benedita M. S. e a avó Ivanice F. de S. foram presos em flagrante. Inicialmente autuados por omissão de socorro e maus-tratos, o indiciamento deve ser agravado para tortura seguida de morte e cárcere privado qualificado conforme o avanço das provas técnicas. A Polícia Civil destacou a crueldade do cenário encontrado na residência, reforçando que a estrutura familiar atuou ativamente para impedir que a adolescente recebesse qualquer tipo de ajuda externa ou atendimento médico.

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Os três envolvidos permanecem custodiados no sistema prisional de Porto Velho, onde aguardam o julgamento em regime fechado. O caso gerou forte comoção na capital rondoniense, levantando debates sobre a eficácia da rede de proteção a menores em áreas periféricas e setores chacareiros. A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) continua colhendo depoimentos de vizinhos e outros familiares para verificar se houve falhas nas denúncias anteriores ou se outros crimes eram praticados no local.

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FONTE/CRÉDITOS: Admin User
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