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Sabado, 30 de Maio de 2026

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PCC e CV terroristas: O impacto na relação Brasil-EUA

O analista de Internacional da CNN Lourival Sant'Anna avalia que tom combativo de Lula não ajuda o Brasil a contornar pressões geradas pela designação americana de PCC e CV como terroristas

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
PCC e CV terroristas: O impacto na relação Brasil-EUA
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A designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como entidades terroristas pelos Estados Unidos gerou reações acaloradas do governo brasileiro. O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna comenta o tema.

Durante evento em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um discurso inflamado diante do anúncio americano, o que, segundo Lourival, pode não ser a estratégia mais eficaz para lidar com as consequências da medida.

Lourival avaliou que é compreensível o instinto de Lula de adotar um discurso mais combativo diante de seu eleitorado.

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“Eu entendo o instinto do presidente Lula de, falando com seu eleitorado, hoje, por exemplo, Sergipe, de trazer um discurso mais inflamado, como se tivesse sido traído pelas costas pelo presidente americano, Donald Trump”, afirmou o analista.

Segundo ele, Lula teria entregado um dossiê e realizado uma reunião de três horas com o lado americano, apenas para ver o Departamento de Estado ceder à argumentação de um líder da oposição logo em seguida.

Para Sant’Anna, o tom inflamado adotado pelo governo brasileiro não contribui para atenuar ou contornar as pressões que podem advir da nova medida.

O analista destacou que a designação cria ferramentas de pressão que o governo americano poderá utilizar em todas as negociações futuras.

“Por mais distantes que estejam do crime organizado, elas acabam se refletindo nesse poder que agora o governo americano tem de alegar que está lidando com um Estado que abriga grupos terroristas que, portanto, ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos”, explicou.

A abordagem técnica como alternativa

Sant’Anna defendeu que a linha de argumentação mais eficaz seria técnica e sóbria.

Segundo ele, o Brasil deveria argumentar que a designação terrorista, no caso específico do país, não surtirá bons resultados no combate ao crime organizado.

“O crime organizado vai prosperar diante dessa designação, porque vai retirar, vai fechar os vasos de comunicação entre as polícias, entre os ministérios públicos, entre os aparatos que são eficazes no combate ao crime organizado”, afirmou.

O analista ressaltou que a classificação como terrorismo traz uma confidencialidade para as informações do lado americano, o que prejudica a cooperação.

O analista apontou ainda uma contradição na medida americana.

Enquanto o terrorismo doméstico nos EUA é tratado pelo FBI, a designação do PCC e do CV como terroristas transferiria a responsabilidade para a CIA e as Forças Armadas no âmbito externo, cortando os canais de comunicação com as polícias estaduais, a Polícia Federal brasileira e o Ministério Público.

Sant’Anna chegou a questionar a premissa da decisão americana: “Quem é que, conhecendo o mundo real, dirá que o PCC e o Comando Vermelho ameaçam a segurança nacional dos Estados Unidos? Isso é uma coisa infantil, quer dizer, isso não é verdade.”

Para ele, a medida seria um pretexto político para criar uma nova forma de pressão, após o governo Trump não ter conseguido fazer o governo Lula e o STF recuarem em suas demandas no ano anterior.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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