A Polícia Científica de Goiás identificou oficialmente, nesta terça-feira (3), o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, por meio de um exame de DNA. A vítima foi encontrada sem vida na última semana, pela Polícia Civil de Goiás em uma área de mata, em Caldas Novas, no sul do estado.
A conclusão do crime será validada após a finalização dos laudos periciais e encerramento do inquérito policial.
Segundo a Polícia Técnico Científica, o corpo de Daiane chegou ao IML (Instituto Médico Legal) de Goiânia na tarde da última quarta-feira (28), em estado avançado de decomposição.
“Agora o resultado segue para o Instituto Médico-Legal Aristoclides Teixeira, da Capital, que providenciará a devida liberação do corpo para a família”, concluiu a Polícia Científica.
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Morte de corretora e prisão de suspeito
O corpo da corretora foi encontrado pela PCGO (Polícia Civil de Goiás) em uma área de mata.
A polícia afirma que a morte de Daiane pode ter acontecido em um intervalo de oito minutos: isso porque esse foi o tempo entre o sumiço dela das imagens das câmeras de segurança e a passagem de outra moradora pelo local onde a vítima teria sido morta.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), a Polícia Civil de Goiás informou que o síndico confessou o crime ao colaborar com as investigações e indicar aos agentes o local onde o corpo da vítima foi abandonado.
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Dinâmica do crime
Segundo a Polícia Civil, Cléber teria desligado propositalmente o fornecimento de energia do apartamento de Daiane, forçando-a a descer até o subsolo do prédio. No local, ele a teria abordado enquanto a vítima filmava os relógios de energia.
A investigação aponta que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de aproximadamente oito minutos: Daiane desaparece das imagens às 19h, e às 19h08 as câmeras registram apenas a passagem de outra moradora pelo prédio.
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A análise da polícia indica que Daiane foi morta dentro do condomínio e retirada já sem vida. A única imagem do suspeito registrada naquele dia é das 12h27. Ele não utilizou os elevadores, e os acessos às escadas não eram cobertos por câmeras de monitoramento.
Ocultação e “confissão”
O síndico levou os agentes até uma área de mata em Caldas Novas onde havia abandonado o cadáver. Embora a confissão não tenha sido feita em depoimento formal, na prática, a polícia já considera esse gesto como uma admissão de envolvimento no crime.
Michael, filho do síndico, foi preso por suspeita de obstrução da investigação. Segundo a polícia, ele teria substituído o celular do pai para prejudicar a coleta de provas e praticado outras ações para atrapalhar o trabalho das investigações.
A conclusão da Polícia Civil é que o síndico possuía “meios, modos e motivos” para o crime, fundamentados em um histórico de perseguição e nos 12 processos judiciais que a corretora movia contra ele. Cléber responderá por homicídio e ocultação de cadáver.
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