A Petrobras afirmou nesta quinta-feira (2) que segue a sua estratégia comercial para preços de combustíveis e negou estimativas divulgadas na imprensa sobre uma defasagem relevante em relação ao mercado internacional.
A manifestação foi feita em resposta a um ofício da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que questionou a companhia após notícias apontarem interferência política na política de preços.
O pedido de esclarecimento teve como base as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio.
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A estatal também rebateu cálculos de agentes de mercado, indicando que diesel e gasolina estariam sendo vendidos com descontos expressivos frente à paridade internacional.
De acordo com dados da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), divulgados no início desta semana, a defasagem dos preços nas refinarias da Petrobras atingiu R$ 3,05 por litro para o óleo diesel e R$ 1,61 para a gasolina.
Em sua defesa, a Petrobras reiterou que os reajustes de preços não seguem periodicidade fixa e são realizados com base em análises técnicas, levando em conta condições de refino, logística e o objetivo de reduzir a volatilidade no mercado interno.
A empresa afirmou ainda que sua política atual, anunciada em 2023, “busca evitar o repasse automático de oscilações externas”.
A estatal citou também medidas recentes, como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A para distribuidoras, além da adesão a um programa federal de subvenção que adiciona R$ 0,32 por litro. Segundo a empresa, o efeito combinado equivale a R$ 0,70 por litro.
Sobre os números divulgados por analistas – que apontavam perdas potenciais bilionárias caso a defasagem persistisse -, a estatal afirmou não reconhecer tais estimativas. E reforçou o seu compromisso com a sustentabilidade financeira e declarou que sua governança e deveres fiduciários estão sendo plenamente observados.
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