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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Petróleo, dólar e juros sobem após falar de Trump sobre Irã; bolsas recuam

Presidente dos EUA frustrou as expectativas de arrefecimento das tensões no Oriente Médio ao afirmar na véspera que prevê mais duas ou três semanas de conflito

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Petróleo, dólar e juros sobem após falar de Trump sobre Irã; bolsas recuam
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As sinalizações de Donald Trump de estender os conflitos no Irã impactam mercados ao redor do mundo nesta quinta-feira (2), aumentando a aversão ao risco dos investidores.

O cenário negativo se traduz em nova disparada dos preços do petróleo, mesma direção do dólar e dos juros futuros. Na ponta oposta, bolsas operam no vermelho de forma generalizada.

O presidente dos EUA frustrou as expectativas de arrefecimento das tensões no Oriente Médio ao afirmar na véspera que prevê mais duas ou três semanas de conflito no Irã.

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“Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem”, disse Trump durante um pronunciamento em horário nobre na Casa Branca.

“Enquanto isso, as discussões estão em andamento”, continuou o presidente.

“A mudança de regime não era nosso objetivo. Nunca dissemos mudança de regime, mas a mudança de regime ocorreu por causa da morte de todos os seus líderes originais. Todos eles estão mortos.”

O tom agressivo do republicano frustou expectativas de arrefecimento das tensões, o que trouxe alívio aos mercados na véspera.

A volta do pessimismo pressiona humores nesta quinta, reforçando a fuga dos investidores de ativos de risco.

Por volta de11h50, o petróleo tipo Brent – referência no mercado global – subia 5,91%, negociado a US$ 107 o barril. Na mesma hora, o tipo WTI, base do mercado dos EUA, ganhava 8,62 %, a US$ 108 o barril.

A fuga ao risco dá novo fôlego ao dólar, que voltou a subir ao redor do mundo, com o DXY – que compara a divisa dos EUA ante uma cesta de moedas fortes – ganhava quase 0,4%.

O rendimento do Treasury de dez anos – referência global para ⁠decisões de investimento – subia 3 pontos-base, a ⁠4,354%

O mau humor também derruba as bolsas em escala global. Em Wall Street, S&P 500 perdia 0,23%, enquanto Dow Jones e Nasdaq recuavam 0,22% e 0,34%, respectivamente.

O mesmo movimento é visto nas praças europeias, que estão caminhando para o encerramento, com o Stoxx 600 perdendo 0,28%.

Mais cedo, bolsas na Ásia já deram o tom negativo do dia, com ações encerrando em queda nas principais praças do continente.

Ibovespa em queda, juros sobem

Os principais indicadores do mercado doméstico replicam o sentimento negativo.

Na mesma hora, o Ibovespa perdia mais de 0,4%, na faixa de 187 mil pontos, apesar da alta em bloco de petróleiras – uma das principais bases da bolsa local.

O dólar seguia na direção oposta, com alta quase 0,2%, negociado ao redor de 5,16.

O movimento também dava novo fôlego para os juros, com aberturas em todas as pontas,

No Brasil, após três sessões de baixas, as taxas dos DIs subiam, acompanhando a aversão global a ativos ‌de risco, que também penaliza o real. Entre investidores e analistas, a volatilidade recente dos mercados mantém as dúvidas sobre a decisão de política monetária do Banco Central no fim deste mês.

Na terça-feira – dado consolidado mais recente – as opções de Copom negociadas ‌na B3 precificavam 48% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em abril, 27% de chance de corte de 50 pontos-base e 15% de possibilidade ⁠de manutenção da taxa básica em 14,75% ao ano

Com agências

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FONTE/CRÉDITOS: gabrielbosa
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