As cotações do petróleo voltaram a ganhar força nesta quarta-feira (11), com saltos de até 6%, depois de tombarem mais de 11% na véspera à medida que os ataques no Oriente Médio se intensificam. Os preços da commodity se recuperam com os mercados duvidando que o plano anunciado pela Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar reservas recordes de petróleo pudesse compensar os possíveis impactos no abastecimento decorrentes do conflito entre os EUA, Israel e o Irã.
Por volta das 14h, os futuros do Brent eram negociados em alta próxima de 5%, a US$ 92 por barril. Enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA também subia cerca de 4,5%, para US$ 87.
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Os países membros da AIE concordaram unanimemente em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global – a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história. Trata-se de uma medida destinada a reforçar o fornecimento de petróleo bruto e conter a alta dos preços causada pela guerra no Oriente Médio.
“Os países da AIE disponibilizarão 400 milhões de barris de petróleo ao mercado para compensar a perda de oferta devido ao fechamento do Estreito de Ormuz”, declarou o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, em um pronunciamento ao vivo transmitido pelo site da agência.
“Esta é uma ação importante que visa aliviar os impactos imediatos da interrupção nos mercados. Mas, para sermos claros, o mais importante para o retorno a fluxos estáveis de petróleo e gás (natural) é a retomada do trânsito pelo Estreito de Ormuz”, acrescentou Birol.
Bolsas globais
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, oscila próximo da estabilidade durante a quarta-feira, em meio ao ambiente de volatilidade elevada diante de incertezas sobre a postura dos Estados Unidos e Israel na guerra contra o Irã.
Os principais índices de Wall Street operavam em queda nesta tarde, conforme investidores avaliavam um relatório importante sobre a inflação e a decisão da Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar uma quantidade sem precedentes de reservas de petróleo bruto para moderar a alta dos preços de energia, em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio.
As bolsas europeias também operam em baixa após a breve recuperação da véspera, em meio às incertezas da guerra e do comportamento volátil do petróleo.
Já as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, mas distantes das máximas do dia, em meio às incertezas da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e o comportamento volátil do petróleo.
O índice japonês Nikkei subiu 1,43% em Tóquio, a 55.025,37 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,40% em Seul, a 5.609,95 pontos, e o Taiex saltou 4,10% em Taiwan, a 34.114,19 pontos. Durante os negócios, no entanto, o Nikkei chegou a exibir alta de quase 3% e o Kospi, de 3,5%.
Na China continental, os ganhos foram mais moderados, de 0,25% no caso do Xangai Composto, a 4.133,43 pontos, e de 0,52% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.744,02 pontos.
Exceção na Ásia, o Hang Seng caiu 0,24% em Hong Kong, a 25.898,76 pontos.
*Com informações da Reuters
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