Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão.
Batizada de Operação Concórdia, a ofensiva busca impedir a reestruturação da célula brasiliense da facção e interromper a atuação dos investigados em diversos crimes, como homicídios, extorsões, roubos e o tráfico de drogas e armas. As diligências ocorrem simultaneamente em diferentes regiões administrativas do DF e nos municípios goianos de Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto.
A investigação é conduzida pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e teve início a partir da análise de provas obtidas em uma operação anterior. Na ocasião, integrantes da facção foram presos por envolvimento direto com extorsão e tráfico de drogas em Brazlândia, cidade a cerca de 38 km da área central de Brasília.
De acordo com a Polícia Civil, o material apreendido nos celulares dos suspeitos revelou uma estrutura criminosa complexa, com divisão de tarefas e atuação coordenada, visando lucros tanto financeiros quanto estratégicos. A célula investigada operava com autonomia, mas alinhada às diretrizes da facção, reforçando a influência do PCC na região.
"Embora se trate de uma única organização, a facção se fragmenta em células independentes, cada uma com hierarquia própria, mas unidas pelo objetivo comum de expandir o controle sobre o sistema prisional e fortalecer sua presença no crime organizado", informou a corporação em nota.
A operação conta com o apoio de 70 agentes da Polícia Civil, além da colaboração da Secretaria de Administração Penitenciária do DF e da Polícia Civil de Goiás (PCGO). Os investigados devem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, extorsão e outros crimes relacionados.
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