Estadão Rondônia - Sua fonte de notícias na cidade de ...

Terça-feira, 01 de Setembro de 2026

Mundo

Polícia Civil faz operação contra monopólio de internet do TCP no Rio

Investigação aponta que provedores ligados à facção impediam atuação de empresas regulares na comunidade Boogie Woogie, na Ilha do Governador

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Polícia Civil faz operação contra monopólio de internet do TCP no Rio
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Polícia Civil realiza, nesta terça-feira (1º), uma operação contra um esquema de exploração clandestina de internet ligado ao crime organizado na comunidade Boogie Woogie, na Ilha do Governador, zona Norte do Rio.

A investigação aponta que integrantes do TCP (Terceiro Comando Puro) controlavam o fornecimento do serviço na região e impediam a atuação de empresas regulares.

Batizada de Operação Sinal Livre, a ação é realizada por agentes da DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados), que cumprem oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Publicidade

Leia Também:

Leia Mais

  • Rio registra rajadas de vento de quase 70 km/h; Defesa Civil emite alerta

    Rio registra rajadas de vento de quase 70 km/h; Defesa Civil emite alerta

  • Sombra: suspeito do CV e considerado de 'alta periculosidade' é preso no RJ

    Sombra: suspeito do CV e considerado de 'alta periculosidade' é preso no RJ

  • Vídeo: criminosos batem carro roubado em poste e fogem na Zona Norte do RJ

    Vídeo: criminosos batem carro roubado em poste e fogem na Zona Norte do RJ

Segundo a polícia, dois provedores de internet são investigados por suposta atuação em conjunto com integrantes do TCP para manter o controle do serviço na comunidade. Técnicos de grandes operadoras teriam sido ameaçados e impedidos de entrar na região para instalar, reparar ou fazer a manutenção das redes.

Os investigadores também identificaram casos de cabos cortados e equipamentos e estruturas das concessionárias danificados. Registros desse tipo de ocorrência são investigados na região desde pelo menos 2022.

De acordo com a apuração, com as redes das operadoras regulares danificadas e os funcionários impedidos de trabalhar, os moradores ficavam com menos opções para contratar internet. O controle do território seria usado para favorecer provedores que conseguiam atuar na comunidade.

A polícia afirma ainda que os provedores investigados utilizavam cabos e equipamentos pertencentes às concessionárias de telecomunicações. Os materiais seriam destinados ao uso operacional das empresas e não eram comercializados regularmente.

Organização do esquema

A investigação identificou três homens que teriam funções diferentes dentro do esquema. Um deles seria responsável por um dos provedores. Outro administraria duas empresas de internet. O terceiro seria responsável por impedir diretamente a entrada de técnicos das concessionárias na comunidade.

A DDSD também apura situações em que uma das empresas teria sido beneficiada pela retirada de concorrentes da região.

Um dos casos investigados envolve a administração de um condomínio. Segundo o relato analisado pela polícia, funcionários de uma empresa de internet teriam ido ao local acompanhados por traficantes e, mediante ameaças, obrigado a administração a aceitar o serviço da empresa.

Crimes investigados

A operação apura possíveis crimes de receptação, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção ou perturbação de serviço de telecomunicação e associação criminosa.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação dos provedores e os vínculos com integrantes do crime organizado.

FONTE/CRÉDITOS: camillebarbosa
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!