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Quarta-feira, 08 de Julho de 2026

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Polícia investiga lista sexual on-line com alunas de colégio no RJ

Nomes das vítimas foram colocadas em plataforma. Autores podem responder pelos crimes de injúria, difamação e de submissão de adolescente ao constrangimento ou vexame

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Polícia investiga lista sexual on-line com alunas de colégio no RJ
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a criação de uma lista sexual on-line, criada dentro de uma plataforma, por alunos de uma escola particular da Zona Oeste da cidade.

De acordo com as primeiras apurações da polícia, cerca de 65 nomes estavam classificados de forma sexual e depreciativa por parte dos autores. Algumas vítimas têm idades entre 14 e 15 anos.

Nesta quarta-feira (8), ainda de acordo com a Polícia Civil, a Delegacia de DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) que apura crimes contra menores de idade, começou a ouvir os representantes da escola.

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A delegada responsável pelo caso quer centralizar a investigação e reunir o maior número de provas possíveis. Outras vítimas e testemunhas estão com depoimentos marcados.

A lista com os nomes das vítimas foi criada de forma anônima, em uma plataforma on-line no formato “tier list”, em que temas são divididos em categorias pré-estabelecidas. As estudantes foram classificadas nas categorias “GOAT” (“melhor de todos os tempos”, em inglês), “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois’ e “Nem olharia”.

Ainda segundo a Polícia Civil, inicialmente, os autores podem responder pelos crimes de injúria, difamação e de submissão de adolescente ao constrangimento ou vexame (crime específico no Estatuto da Criança e do Adolescente). Além disso, com base nos depoimentos, outros crimes poderão ser identificados contra os responsáveis pela criação e divulgação dos nomes das vítimas.

Em nota, o colégio diz que registrou um boletim de ocorrência, denunciou o caso à plataforma, que já retirou o conteúdo.

“O Colégio Cruzeiro, sintonizado com as questões da sociedade contemporânea, reprova e repudia quaisquer atitudes que exponham estudantes. Registramos um boletim de ocorrência, fizemos uma denúncia à plataforma de veiculação exigindo a retirada do conteúdo (já retirado do ar), alertamos os responsáveis e estamos dando apoio às alunas e suas famílias”, diz.

FONTE/CRÉDITOS: fernandapalhares
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