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Quarta-feira, 01 de Julho de 2026

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Porto Seguro tem ajustado portfólio para catástrofes, diz CEO

Presidente da companhia afirma que seguradora amplia produtos e parcerias para enfrentar catástrofes climáticas no Brasil

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Porto Seguro tem ajustado portfólio para catástrofes, diz CEO
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As mudanças climáticas estão transformando a forma como o mercado de seguros se prepara para eventos extremos. Mecanismos de proteção financeira, como o resseguro, ampliam a capacidade de resposta das seguradoras diante de grandes catástrofes, algo cada vez mais necessário em um cenário de eventos climáticos mais frequentes e severos.

Em entrevista ao CNN Money, a CEO da Porto Seguro, Patrícia Chacon, afirmou que a companhia tem ajustado seu portfólio de produtos para atender a essa nova realidade.

Segundo ela, institutos climáticos apontam uma probabilidade crescente de ocorrência de um El Niño intenso neste ano, enquanto os impactos econômicos das mudanças climáticas já se mostram expressivos.

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“Em 2025, os eventos climáticos causaram 296 bilhões de dólares em prejuízos globalmente”, destacou.

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Para enfrentar esse cenário, a executiva explicou que a estratégia da seguradora está baseada em três frentes. A primeira é o desenvolvimento de soluções que permitam aos clientes proteger seu patrimônio.

A segunda consiste na preparação das equipes para oferecer atendimento rápido e eficiente quando ocorrem eventos extremos. Já a terceira é voltada à prevenção, com o uso de informações para identificar áreas de maior risco e antecipar medidas de mitigação.

“Trabalhamos na Porto com mais de 40 mil corretores que fazem um trabalho importantíssimo de divulgação do produto”, afirmou.

Patrícia Chacon também chamou atenção para a baixa cobertura securitária no Brasil. Segundo ela, apenas um em cada três veículos possui seguro, enquanto menos de uma em cada cinco residências conta com esse tipo de proteção.

Atualmente, a Porto Seguro atende, anualmente, mais de um milhão de clientes com seguros residencial e empresarial, além de mais de quatro milhões no segmento de automóveis.

Para a executiva, a disponibilidade de recursos financeiros após uma tragédia é essencial para que famílias e empresas consigam retomar suas atividades, como ocorreu após as enchentes no Rio Grande do Sul e, mais recentemente, em Minas Gerais.

Além da atuação comercial, a companhia participa, ao lado da CNSEG e da Susep, da elaboração de uma regulamentação para viabilizar um seguro de cobertura nacional para catástrofes.

Segundo Patrícia Chacon, a proposta busca ampliar o acesso da população à proteção securitária. Em paralelo, a Porto Seguro anunciou, em junho, uma parceria com a Prefeitura de São Paulo e o CINDSEG para desenvolver uma ferramenta tecnológica capaz de mapear áreas de maior risco climático e simular os efeitos de obras de infraestrutura, como sistemas de drenagem e piscinões, na redução desses riscos.

Questionada sobre o comportamento dos consumidores diante da possibilidade de um novo El Niño, a executiva afirmou que a procura por seguros tem aumentado.

No primeiro trimestre, a Porto Seguro registrou crescimento de 6% nas receitas com seguros, impulsionado, entre outros fatores, pela expansão da contratação de coberturas para alagamentos. Apesar disso, ela ressaltou que menos de 5% dos clientes contratam essa proteção específica.

“A nossa grande preocupação é ter um evento extremo, como foi Rio Grande do Sul, e a população estar sem seguro”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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