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Terça-feira, 09 de Junho de 2026

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Proposta do fim da escala 6×1 é um atraso absoluto, afirma Paulo Skaf

Ao Live CNN, presidente da FIESP defendeu carta aberta enviada por entidades ao Senado pedindo aprovação da PEC 12/2026, apelidada de "trabalho flexível"

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Proposta do fim da escala 6×1 é um atraso absoluto, afirma Paulo Skaf
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Entidades de setores comerciais e industriais publicaram, nesta terça-feira (9), uma carta aberta a senadores e senadoras pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 12/2026, apelidada de “trabalho flexível”. A proposta é uma alternativa à PEC do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.

Em entrevista ao Live CNN, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, afirmou que a proposta aprovada na Câmara representa “um atraso absoluto”.

“O mundo moderno é o mundo do diálogo, da negociação. As pessoas sabem o que é melhor para elas”, declarou. Para ele, engessar na Constituição a escala de trabalho “é um absurdo” e não encontra paralelo em nenhuma outra parte do mundo.

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Na avaliação de Skaf, a PEC contraria a reforma trabalhista de 2017, que, segundo ele, prioriza o negociado sobre o legislado. Skaf também classificou a aprovação na Câmara como motivada por interesses políticos eleitorais.

“A Câmara teve uma celeridade por interesse claramente político, dando desconforto a muitos parlamentares. Pelo apelo político, eles não votaram dentro da sua consciência, ficaram inibidos e pressionados”, afirmou.

Ele lembrou que a audiência pública destinada aos setores produtivos foi realizada em uma segunda-feira, dia em que os deputados normalmente não estão em Brasília, com a presença de apenas um parlamentar. Na avaliação dele, o processo foi conduzido apenas para “cumprir o rito e terminar rapidamente com a aprovação”.

Skaf alertou ainda para os riscos econômicos da proposta aprovada na Câmara, citando aumento de custos, pressão inflacionária e migração para a informalidade.

“Nós temos 44 milhões de trabalhadores informais no Brasil. Nós não queremos aumentar isso”, disse.

Ele citou o caso do Chile como exemplo de país onde uma mudança similar na legislação resultou em aumento de inflação, redução de empregos e crescimento da informalidade.

Defesa da PEC 12/2026

Em contrapartida, Skaf defendeu a PEC 12/2026 como uma proposta moderna e equilibrada. Segundo ele, a medida garante todos os direitos previstos na Constituição, como férias, décimo terceiro salário, aviso prévio e fundo de garantia, mas também assegura liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores.

“Quem quer trabalhar 10 horas por semana, trabalha. Quem quer trabalhar 40, 44 horas, trabalha. Existe o teto constitucional de 44 horas e a folga semanal prevista na Constituição. De resto, fica a livre negociação do próprio trabalhador, que pode ser feita em acordos coletivos ou individuais. Isso é moderno, isto fará bem ao Brasil”, explicou.

A PEC 12/2026, de autoria de 36 senadores, prevê que os empregadores possam escolher entre seguir o regime de trabalho da CLT, com jornada definida, ou um regime flexível, baseado em horas trabalhadas.

Segundo os parlamentares, a proposta daria aos trabalhadores mais autonomia sobre a própria jornada, adaptando a escala de acordo com necessidades pessoais e profissionais.

Skaf informou que quase 3 mil entidades de todo o Brasil e de todos os setores assinaram a carta aberta enviada aos senadores.

Sobre o andamento das discussões no Senado Federal, ele afirmou ter se reunido pessoalmente diversas vezes com senadores e avaliou o ambiente como mais responsável do que o que prevaleceu na Câmara.

“O que eu sinto no Senado é que ele está bastante sensível e consciente da necessidade de fazer uma discussão responsável, preocupado com o futuro do Brasil e das famílias brasileiras, e não com as urnas dos próximos meses”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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