Operação "Falso 9" investiga golpe milionário com uso do nome de Gabigol
A Polícia Civil de Rondônia, por meio das Delegacias DRACO 1 e 2, com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab/DIOPI/SENASP/MJSP), deflagrou a Operação Falso 9 para investigar uma sofisticada fraude bancária. O esquema envolvia o uso indevido da identidade do jogador Gabriel Barbosa (Gabigol), ex-Flamengo e atualmente no Cruzeiro.
A investigação começou após uma denúncia do setor antifraude de uma instituição financeira, que identificou a abertura de uma conta digital com documentos falsos em nome do atleta. Usando essa conta, os criminosos solicitaram a portabilidade de salário, desviando valores que foram rapidamente sacados ou usados em compras e transferências.
O prejuízo estimado já ultrapassa R$ 987 mil, com apenas R$ 135 mil recuperados até o momento. Entre os beneficiários identificados, pessoas físicas e jurídicas de Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Lábrea (AM) e outras localidades receberam juntos mais de R$ 287 mil.
Nesta fase da operação, estão sendo cumpridas 86 medidas cautelares, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão, quebras de sigilo bancário e fiscal e bloqueio de bens. A ação ocorre nas cidades de Porto Velho, Cuiabá, Curitiba e Lábrea, com a participação de cerca de 75 policiais civis.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e rastrear o destino final dos valores desviados. A operação também contou com apoio de unidades especializadas no combate a fraudes e crimes cibernéticos nos estados envolvidos.
O nome "Falso 9" remete à posição tática no futebol caracterizada pela dissimulação — uma alusão direta à estratégia usada pelos criminosos ao se passarem por um dos principais nomes do futebol nacional.
A Polícia Civil reforça seu compromisso no enfrentamento qualificado de crimes cibernéticos e financeiros em todo o país.
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