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Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

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Questões estruturais do Brasil dificultam competitividade, diz especialista

País registra pior desempenho dos últimos anos e ocupa posição entre as nove piores economias avaliadas, segundo especialista

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Questões estruturais do Brasil dificultam competitividade, diz especialista
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O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade de 2026 e passou a ocupar a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas, registrando seu pior desempenho dos últimos anos. O resultado coloca o país entre os nove últimos colocados, ao lado de economias como Nigéria, Mongólia e Venezuela.

Em entrevista ao CNN Money, Carla Beni, conselheira do Corecon-SP, afirmou que a queda reflete problemas estruturais persistentes da economia brasileira. Segundo ela, fatores como o elevado custo do capital, as altas taxas de juros e as dificuldades para investir exercem forte influência sobre a competitividade nacional.

A especialista também destaca obstáculos históricos, como a barreira linguística — já que o Brasil é um país de língua portuguesa em um ambiente global predominantemente anglófono — e as deficiências na educação financeira da população.

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Juros altos e endividamento

O relatório aponta deterioração nos quatro pilares avaliados: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. Na avaliação de Carla Beni, a trajetória recente da taxa Selic ajuda a explicar esse cenário.

A economista lembra que, durante a pandemia, a taxa básica de juros chegou a 2% ao ano, mas avançou para 13,5% em apenas 18 meses.

Nesse período, muitas empresas recorreram ao crédito barato para atravessar a crise sanitária e, posteriormente, precisaram renegociar suas dívidas em um ambiente de juros muito mais elevados. O resultado foi um aumento do endividamento e da inadimplência, reduzindo a capacidade de investimento do setor produtivo.

Outro fator apontado pela especialista é o peso do serviço da dívida pública sobre as contas do governo. Segundo Carla, enquanto apenas 0,3% do orçamento federal é destinado à ciência e tecnologia, cerca de 46% são direcionados ao pagamento de juros e amortizações da dívida.

Para a economista, essa realidade limita a capacidade de investimento em áreas estratégicas para o aumento da competitividade.

Infraestrutura e disputa por recursos

A restrição orçamentária também afeta os investimentos em infraestrutura, um dos critérios considerados pelo ranking. Carla Beni cita como exemplo o PAC-3 (Programa de Aceleração do Crescimento), que, segundo ela, teve recursos remanejados para atender às emendas parlamentares.

Na avaliação da economista, o crescimento expressivo dessas emendas nas últimas décadas intensificou a disputa por recursos entre Executivo e Legislativo, dificultando o planejamento de longo prazo e comprometendo a execução de projetos estruturantes.

Para Beni, esse é um dos principais desafios que os próximos governos terão de enfrentar.

Pontos positivos

Apesar do desempenho negativo no ranking, o Brasil apresenta algumas vantagens competitivas. Entre os destaques estão a capacidade de atrair investimento estrangeiro, o potencial na área de energias renováveis e a boa colocação no quesito subsídios públicos, no qual o país ocupa a quinta posição.

Carla Beni também ressalta os avanços na educação financeira, que passou a integrar o currículo de escolas públicas e privadas.

Embora os resultados ainda não sejam perceptíveis no curto prazo, a expectativa é que essa mudança contribua para a formação de uma população mais preparada financeiramente e gere impactos positivos sobre a competitividade do país nos próximos anos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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