A edição de 2026 do Repcom, evento realizado pela FSB Holding em São Paulo no dia 21 de agosto, reuniu líderes empresariais, creators, executivos e especialistas para debater o papel da influência na construção de credibilidade e valor para as marcas.
Em entrevista à CNN Brasil durante o evento, Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, abordou como a reputação se tornou um ativo cada vez mais tangível e estratégico para as organizações.
Tokarski destacou que o conceito de valor tangível da reputação é trabalhado há bastante tempo na holding e que o Repcom nasceu em 2024 com o propósito de discutir essa importância.
Segundo ele, “uma empresa que tem uma reputação sólida é uma empresa que os produtos podem alcançar mais gente”, representando um diferencial competitivo tanto na atração de talentos quanto de investidores.
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Para ilustrar o impacto financeiro direto da reputação, Tokarski citou uma frase que atribui a André Esteves: “a reputação é um bem intangível, porque é difícil você medir, mas ela faz preço todo dia”.
Ele mencionou casos de empresas listadas em bolsa que viram seu valor de mercado cair após crises reputacionais, bem como o movimento inverso, com ações valorizadas no auge de uma boa reputação. “A reputação já mexe o ponteiro do negócio, porque ela faz você vender mais, ela faz você reter talentos”, afirmou.
Cuidado total no uso das redes sociais
Questionado sobre como executivos e empresários devem utilizar as redes sociais com segurança e ética, Tokarski foi enfático: “o cuidado tem que ser total”.
Para ele, qualquer colaborador que fala sobre sua empresa torna-se um embaixador da marca, e o executivo, por ser a face mais visível da organização, carrega essa responsabilidade de forma ainda mais intensa.
O especialista alertou que comunicar uma coisa e executar outra no dia a dia do negócio equivale a uma prática semelhante ao greenwashing, comprometendo a credibilidade construída.
“Você tem que fazer isso com verdade, com consistência, com frequência, porque senão você não consegue construir essa reputação”, disse. Ele recomendou que executivos pensem antes de publicar e estudem o que será dito, sempre lembrando que falam em nome da empresa.
Pesquisa revela gap entre intenção e prática
A Nexus apresentou no evento uma pesquisa realizada com 110 líderes empresariais de grandes companhias brasileiras, com o objetivo de mapear a maturidade do uso da influência na comunicação e no marketing institucional.
Tokarski revelou que os resultados surpreenderam positivamente: as empresas já demonstram grande interesse pela influência institucional, valorizando-a até mais do que o marketing de influência voltado ao consumidor final.
No entanto, o estudo apontou um gap significativo: faltam processos, governança e formas de mensurar o efeito dessa atuação nos resultados do negócio. “É esse gap que as empresas precisam fechar”, afirmou Tokarski, acrescentando que 71% das grandes empresas pesquisadas já utilizaram influenciadores, tornando a prática quase mainstream. Apesar da adoção ampla, ele ressaltou que “essa prática ainda não está sendo feita da maneira mais adequada, da maneira capaz de potencializar o resultado dessa influência.
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