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Quinta-feira, 10 de Setembro de 2026

Economia

Retiradas da poupança superam R$ 10,5 bilhões em agosto

Conforme o Banco Central, a caderneta tem apresentado, nos últimos anos, uma tendência de saques superiores a depósitos. Para 2023 e 2024, as retiradas líquidas atingiram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente.

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Por Estadão Rondônia
Retiradas da poupança superam R$ 10,5 bilhões em agosto
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Em agosto deste ano, a caderneta de poupança apresentou uma diminuição em seu saldo, com os saques superando os depósitos. De acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Banco Central (BC), as retiradas líquidas totalizaram R$ 10,5 bilhões.

No mês passado, foram registrados depósitos de R$ 357,7 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões, e o saldo geral da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.

Esse foi o terceiro mês consecutivo de saques líquidos na poupança. Em 2026, apenas em maio houve um saldo positivo, com mais depósitos do que retiradas. Nos últimos anos, a tendência tem sido de mais saques do que depósitos na caderneta. Para 2023 e 2024, as retiradas líquidas são de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente, e no ano passado, o saldo negativo chegou a R$ 85,6 bilhões.

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Até agosto, a caderneta já acumula R$ 57,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre os fatores que explicam esses saques está a manutenção da Selic — a taxa básica de juros — em patamares elevados, o que incentiva aplicações em investimentos mais rentáveis. Atualmente, a taxa está fixada em 14% ao ano, conforme definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

De junho de 2025 até março deste ano, a Selic teve um pico de 15% ao ano, o mais alto em quase duas décadas. O Copom iniciou cortes na taxa em sua reunião de março, em um momento de queda da inflação. Entretanto, a guerra no Oriente Médio, que impactou os preços de combustíveis e alimentos, tem dificultado a redução da taxa.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para assegurar o cumprimento da meta de 3% (com margem de 1,5 ponto para mais ou para menos) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a referência oficial da inflação no Brasil. Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que resulta em reflexos nos preços, uma vez que juros mais elevados encarecem o crédito e incentivam a poupança.

Em julho, a queda nos preços dos alimentos contribuiu para que a inflação oficial registrasse uma diminuição pela quarta vez consecutiva, encerrando em 0,07%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado fez com que o IPCA acumulasse 4,44% em 12 meses, retornando para a margem de tolerância da meta.

A inflação referente ao mês de agosto será divulgada na próxima sexta-feira (11) pelo IBGE.

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