A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou novamente os limites de gastos de campanha; desta vez, nesta terça-feira (30), rejeitou restrições federais a gastos coordenados entre partidos políticos e seus candidatos, invocando o direito à liberdade de expressão.
A decisão ocorre no momento em que importantes comitês republicanos se aproximam das eleições de meio de mandato de novembro com uma vantagem financeira significativa em relação às suas contrapartes democratas.
Alinhando-se ao vice-presidente JD Vance e a outros candidatos republicanos desafiantes, a Corte decidiu, por 6 votos a 3, que o limite para o montante que os partidos podem gastar em campanhas com a participação dos candidatos viola as proteções da Primeira Emenda da Constituição dos EUA contra restrições governamentais à liberdade de expressão.
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O ministro conservador Brett Kavanaugh, autor da decisão, afirmou que “o texto constitucional, a história e os precedentes estabelecem que os limites para gastos coordenados de partidos políticos violam a Primeira Emenda”.
Os seis ministros conservadores da Corte formaram a maioria, enquanto os três ministros liberais apresentaram voto divergente.
A maioria reverteu uma decisão de 2001 da Suprema Corte — originária do Colorado e referente à mesma questão — ao determinar que as mudanças no financiamento de campanhas ao longo das décadas seguintes, incluindo alterações na jurisprudência da Corte, minaram a fundamentação daquela decisão anterior.
Vance concorria a uma vaga no Senado dos EUA pelo estado de Ohio quando a ação judicial contestando as restrições foi ajuizada, em 2022.
A Suprema Corte emitiu sua decisão sobre o financiamento de campanhas às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, momento em que os colegas republicanos do presidente Donald Trump buscam manter o controle do Congresso.
Após a decisão, Trump escreveu em sua plataforma Truth Social: “A Suprema Corte acabou de remover as restrições aos gastos políticos! UMA GRANDE VITÓRIA PARA OS REPUBLICANOS e, mais importante, para a Primeira Emenda!”
Os três principais comitês republicanos — o Comitê Nacional Republicano, o Comitê Republicano do Congresso e o Comitê Republicano do Senado — encerraram o mês de maio com US$ 256 milhões em caixa e sem dívidas.
Esse montante era mais que o dobro dos cerca de US$ 126 milhões detidos por suas contrapartes democratas, que também acumulavam mais de US$ 18 milhões em dívidas.
A decisão da Corte pode levar os comitês partidários a buscar as mesmas tarifas reduzidas para anúncios de televisão e rádio de que os candidatos desfrutam há muito tempo, embora especialistas jurídicos tenham apontado que isso levantaria uma questão legal ainda não testada.
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