A nova expedição de atenção à saúde indígena, promovida pelo Ministério da Saúde, começa nesta quarta-feira (23) no território Yanomami, em Roraima, e seguirá até o dia 30, com foco no Polo Base Surucucu.
Conforme informado em nota, o objetivo é realizar 750 procedimentos, que incluem consultas nas especialidades de pediatria, clínica médica e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias.
Os atendimentos acontecerão no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami, assim como em comunidades de sua área de abrangência.
O ministério destacou que “avaliações, diagnósticos e acompanhamento poderão ser realizados no próprio território. A estratégia também pretende reduzir remoções evitáveis e fortalecer a capacidade de resposta da rede de saúde indígena”.
O público-alvo da expedição inclui crianças com histórico de doenças respiratórias, infecções recorrentes e desnutrição; gestantes e mulheres em idade reprodutiva; pessoas com doenças crônicas; pacientes com agravos respiratórios; e indígenas com malária, especialmente aqueles que apresentam complicações, recorrências ou que necessitam de avaliações complementares.
Além disso, a expedição atenderá pacientes que estão na fila de espera por acompanhamento especializado, encaminhamentos ou remoções.
A pasta ressaltou que “a proposta é dar maior resolutividade à assistência local e favorecer a continuidade do cuidado em articulação com as Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena”.
Entenda
O Polo Base Surucucu, localizado no município de Alto Alegre (RR), faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e Ye’kwana, abrigando cerca de 2.544 indígenas distribuídos em 33 comunidades, sendo a maioria do povo Yanomami.
O ministério detalhou que “áreas serranas, comunidades espalhadas pelo território e forte isolamento geográfico impõem desafios específicos à assistência de saúde na região. O deslocamento ocorre por via aérea, especialmente por helicóptero, condição que interfere na mobilidade das equipes, no transporte de insumos, nas remoções sanitárias e na continuidade da assistência”.
Ainda conforme a pasta, essa ação busca também apoiar a investigação de casos mais complexos, mitigar agravos resultantes de diagnósticos tardios e aprimorar a comunicação entre os diferentes níveis de atendimento, desde o encaminhamento de pacientes para serviços especializados até o retorno de informações às equipes locais, assegurando maior continuidade do cuidado.
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