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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026

Justiça

TCDF impõe bloqueio de até R$ 2,7 bilhões a ex-dirigentes do BRB no Caso Master

A decisão é uma resposta à crise provocada pelas operações do BRB com o Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central devido a suspeitas de gestão fraudulenta.

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Por Estadão Rondônia
TCDF impõe bloqueio de até R$ 2,7 bilhões a ex-dirigentes do BRB no Caso Master
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Nesta quarta-feira (23), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) tomou, de maneira unânime e em sessão fechada, a decisão de bloquear até R$ 2,7 bilhões em contas e bens de cinco ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB), uma entidade pública sob o controle do governo do Distrito Federal.

A ação foi motivada pela crise gerada pelos negócios do BRB com o Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano anterior pelo Banco Central devido a indícios de gestão fraudulentas.

Conforme informado pelo TCDF, os ex-dirigentes do BRB terão um prazo de 30 dias para apresentar suas defesas. O montante total do bloqueio é de R$ 2.761.749.206,55.

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O tribunal explicou: "A medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pela instituição financeira."

Além disso, o TCDF determinou uma "instrução prioritária" para investigar a possibilidade de ampliar o bloqueio a mais pessoas envolvidas na situação.

O tribunal também exigiu que, em até 24 horas, fossem enviados os dados coletados por uma auditoria independente contratada pelo BRB para a avaliação dos prejuízos resultantes das transações com o Master.

Atualmente, o BRB está em desconformidade regulatória, pois não apresentou os balanços operacionais e patrimoniais dentro dos prazos legais, sendo que esses documentos não são divulgados desde o ano passado.

O caso está sob investigação da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal (PF) e supervisionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Existe a suspeita de que ex-dirigentes do banco tenham recebido benefícios indevidos para autorizar a aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Master, cujo valor pode ultrapassar R$ 12 bilhões. O montante exato do prejuízo ainda não foi divulgado.

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