Rubens Menin, presidente do Conselho da CNN Brasil e da Itatiaia, apontou a taxa de juros, atualmente em 14,25% ao ano, como um dos grandes desafios ao desenvolvimento do país.
“Temos que discutir com mais efetividade a taxa de juros se o Brasil quiser ser mais competitivo”, afirmou ao Eloos, evento promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (3).
Ele pontuou a importância da união entre setores para lidar com a situação.
“São as taxas de juros. É um problema que todos nós temos que trabalhar de forma conjunta, unidos para vencer a guerra. Empresas e famílias estão endividadas, está liquidando o nosso país, é o maior desafio que o país tem hoje”, completou.
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Menin destacou ainda que o Brasil é uma nação forte e um país continental, e por isso, precisa ter um setor industrial à altura.
“A indústria está passando por um momento complexo, o mundo passa por mudanças de tecnologia muito rápidas, e não podemos ficar para trás. O país precisa ter uma indústria forte”, disse.
“Temos alguns fatores contrários, como vamos discutir, mas ressalto o juros altos. Acredito que o Brasil tem um potencial enorme.”
Evento Eloos
Os desafios e as oportunidades da indústria brasileira estarão no centro do debate do quinto ciclo do Eloos.
O evento será realizado no Espaço Ava, em Belo Horizonte, e contará com a presença de lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor industrial no Brasil.
Neste ciclo, especialistas, executivos e autoridades debatem o papel da indústria na transformação da economia brasileira, os desafios e potencialidades de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.
Programação
A programação será divida em três painéis. O primeiro debate será sobre os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado “Custo Brasil” (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).
Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6×1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.
Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.
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