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Sabado, 18 de Abril de 2026

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“Tentei não julgar a Lena”, revela Bárbara Reis sobre “Três Graças”

À CNN Brasil, a atriz conta como criou a dualidade da personagem que vive em estado constante de alerta

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
“Tentei não julgar a Lena”, revela Bárbara Reis sobre “Três Graças”
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A reta final de “Três Graças” caminha para um momento decisivo. Entre os destaques do centro da trama está Lena, interpretada por Bárbara Reis, 36.

No enredo de Aguinaldo Silva, a personagem, que comprou o bebê de Joélly (Alana Cabral), vive agora o auge da dualidade ética: o amor profundo por uma criança que ela sabe que não é dela.

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Para a intérprete, o desafio está em humanizar essa mulher sem esquecer a gravidade de seus atos. “Eu tentei partir sempre do amor antes de qualquer julgamento. A Lena não é uma mulher fria ou calculista, ela é atravessada por um afeto muito genuíno”, conta à CNN Brasil.

“Para mim, o conflito não vinha de certo ou errado, mas de como eu sobrevivo emocionalmente amando alguém que talvez eu tenha que perder?”, reflete a atriz.

Segundo Bárbara, a construção de Lena passou por uma entrega física para transmitir o estado de alerta permanente de quem vive no perigo.

“Fui construindo essa dualidade no corpo, na respiração, no olhar. É como se ela estivesse o tempo inteiro em alerta, mesmo nos momentos felizes”, explica.

Sobre a aceitação do público, a Reis acredita que a chave está no acolhimento da personagem pela própria intérprete. “A culpa da Lena não é pontual, ela é contínua. Eu tentei trazer isso como um ruído constante dentro dela. Ao mesmo tempo, eu busquei não julgar a personagem em nenhum momento”, diz.

“Quando a gente, como atriz, acolhe completamente aquela mulher, o público tende a fazer o mesmo. A empatia vem quando você entende que ela também está sofrendo com as próprias escolhas”, acrescenta.

O mito da maternidade perfeita

Assim que surgiu no folhetim, Lena idealizou o que seria ser mãe. A realidade, no entanto, se mostrou muito mais dura. Bárbara acredita que esse arco ajuda a desconstruir expectativas irreais sobre a maternidade.

“Quando ela vive isso na prática, percebe que não é nada como ela imaginava. Vem o caos, vêm as contradições, o medo, o apego, tudo ao mesmo tempo. E isso aproxima muito da realidade, porque a maternidade raramente corresponde à expectativa, ela é muito mais complexa, intensa e profundamente humana”, comenta.

As cenas mais difíceis, conforme cita a atriz, são justamente aquelas que exigem uma máscara da normalidade.

“As cenas em que ela precisa demonstrar felicidade plena foram as mais desafiadoras. Porque, internamente, ela nunca está em paz”, conta. “Sustentar essa felicidade com uma camada de tensão por baixo exige muito controle emocional e físico, é quase como sorrir com o coração apertado o tempo inteiro”, adiciona.

O ponto de maior tensão ocorre no contato com a mãe biológica do bebê.

“Existe uma contradição muito forte nas cenas com a Joélly, em que a Lena está ali com o bebê e ouvindo perguntas como ‘o bebê já nasceu?’. Ela consegue mentir com uma certa naturalidade, mas sente a culpa imediatamente depois. Isso mexe muito, porque o conflito acontece ali, em tempo real. É uma escolha sendo feita na hora”, garante.

Quando questionada sobre o futuro e o possível retorno do bebê à mãe biológica, Bárbara é enfática sobre a verdadeira responsabilidade de Lena.

“Eu diria para ela confiar mais no amor, mas também ter coragem de encarar a verdade por inteiro. Porque, por mais que exista um sentimento genuíno ali, não dá para ignorar que ela ultrapassou um limite muito sério, ela comprou uma criança, a filha de outra mulher, para chamar de sua”, entrega.

“Isso é um ato criminoso, independente da dor ou do desejo que motivaram essa escolha. Então o conselho seria esse: não fugir das consequências”, conclui.

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FONTE/CRÉDITOS: carolineferreira
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