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Sabado, 27 de Junho de 2026

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Terremoto de magnitude 6,0 atinge regiões do Afeganistão e Paquistão

Não houve relatos oficiais de vítimas ou danos; moradores saíram correndo de suas casas

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Terremoto de magnitude 6,0 atinge regiões do Afeganistão e Paquistão
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Um forte terremoto atingiu a região de Hindu Kush, no Afeganistão, neste sábado (27), informou o EMSC (Centro Sismológico Euro-Mediterrâneo), provocando tremores que puderam ser sentidos desde a capital, Cabul, até o outro lado da fronteira, no Paquistão, país vizinho.

Moradores saíram correndo de suas casas em pânico no distrito de Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no norte do Paquistão, relatou à Reuters o morador Daniyal Ahmad. Não houve relatos imediatos de vítimas.

“Foi muito forte aqui em Swat e durou bastante tempo”, disse ele.

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“As pessoas saíram de suas casas, e mulheres e crianças foram vistas chorando em pânico”, acrescentou.

Não houve relatos oficiais imediatos de vítimas ou danos, mas verificações estavam em andamento, informou a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Afeganistão em um comunicado.

O terremoto de magnitude 6 ocorreu a uma profundidade de 100 quilômetros, segundo o EMSC.

Um terremoto de magnitude 5,4 havia atingido o Paquistão mais cedo neste sábado, de acordo com o EMSC.

Terremotos são comuns no Afeganistão?

Cercado por montanhas de superfícies irregulares, o Afeganistão é propenso a uma série de desastres naturais.

Mas os terremotos causam o maior número de mortes, matando cerca de 560 pessoas em média a cada ano e causando danos anuais estimados em US$ 80 milhões (aprox. R$ 430 milhões)

Estudos indicam que pelo menos 355 terremotos com magnitude superior a 5,0 atingiram o Afeganistão desde 1990.

Por que Afeganistão é propenso a tremores?

O Afeganistão está localizado na borda da placa tectônica Eurasiática, que compartilha uma zona de transgressão com a placa indiana – o que significa que as duas podem convergir ou se desgastarem uma na outra.

A região também é influenciada pela placa Arábica ao sul, criando uma das regiões tectonicamente mais ativas do mundo.

O movimento da placa Indiana para o norte e o empurrão contra a placa Eurasiática são geralmente responsáveis ​​pelos numerosos terremotos no Afeganistão.

Quais áreas são vulneráveis?

O leste e o nordeste do Afeganistão, especialmente as regiões ao longo das fronteiras com o Uzbequistão, o Tadjiquistão e o Paquistão, são particularmente suscetíveis a terremotos.

Isso inclui Cabul, uma cidade densamente povoada, que apresenta a maior média estimada de danos causados ​​por terremotos, chegando a US$ 17 milhões (aprox. R$ 91 milhões) por ano, segundo um estudo.

Os terremotos também são particularmente perigosos nas montanhas do Afeganistão, onde podem desencadear deslizamentos de terra, agravando o risco de morte a perda de bens e propriedades.

Quais foram os piores terremotos do Afeganistão?

O Afeganistão registrou cerca de 100 terremotos devastadores desde 1900.

Entre os piores dos últimos anos, destaca-se um terremoto de magnitude 6 em 2022, que matou mil pessoas.

Vários tremores em um único mês, em 2023, também mataram mil pessoas e destruíram vilarejos inteiros.

Um dos maiores abalos do país, com magnitude 7,5, atingiu o país em 2015, matando 399 pessoas no Afeganistão, no Paquistão e na Índia.

Algumas das maiores devastações ocorreram em 1998, quando dois terremotos atingiram o Afeganistão em um intervalo de três meses – o primeiro matou 2.300 pessoas e o segundo, 4.700.

Como o país pode reforçar a proteção?

Estudos recomendam que novas estruturas sejam construídas de forma resistente a terremotos, e que os edifícios existentes sejam reforçados para reduzir as chances de colapso.

Sistemas de monitoramento e alerta mais eficazes também devem ser criados para avisos mais oportunos.

Falhas geológicas também devem ser mapeadas usando tecnologias geoespaciais e de sensoriamento remoto para permitir a realocação de pessoas em áreas vulneráveis, sugerem os estudiosos.

Entenda como é medida a força dos terremotos

FONTE/CRÉDITOS: lucasoliveira
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