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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026

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Transtorno bipolar: psiquiatras e Dr. Kalil explicam demora no diagnóstico

Especialistas explicam que primeiro episódio costuma se manifestar como depressão, além de haver confusão com outros transtornos e possível uso de substâncias mascarando sintomas

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Por Estadão Rondônia
Transtorno bipolar: psiquiatras e Dr. Kalil explicam demora no diagnóstico
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O diagnóstico do transtorno bipolar pode levar entre 6 e 10 anos para ser confirmado, segundo especialistas. Essa demora ocorre por diversos fatores que dificultam a identificação precisa da condição, principalmente porque os primeiros sintomas costumam ser confundidos com outros transtornos mentais.

De acordo com a psiquiatra Sheila Caetano, professora da Unifesp, uma das principais razões para o atraso no diagnóstico é que o transtorno bipolar frequentemente se manifesta inicialmente como um episódio depressivo. “Costuma demorar, porque o primeiro episódio, a primeira apresentação, vem como depressão. Então, você trata como se fosse uma depressão simples e, na verdade, é o início de um quadro bipolar com o episódio depressivo”, explica.

Essa situação resulta em um tratamento inadequado, pois a abordagem terapêutica para depressão bipolar difere significativamente da depressão comum. “É uma depressão que parece que não responde, que é crônica e pode ser um quadro bipolar, o que a gente chamaria de uma depressão bipolar, que acontece junto com a hipomania mania”, complementa Sheila.

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Confusão com outros transtornos psiquiátricos

Outro fator que contribui para o atraso no diagnóstico é a semelhança dos sintomas com outros quadros psiquiátricos, especialmente os transtornos de ansiedade. A psiquiatra destaca que há diferenças importantes entre eles: “É diferente da mania, que eu estou com o meu pensamento acelerado, mas para coisas boas e ruins, e que eu não preciso dormir porque eu não me sinto cansada, eu estou sempre com muita energia”.

O uso de substâncias também pode mascarar ou confundir o diagnóstico. Segundo Sheila, drogas como cocaína e êxtase podem mimetizar sintomas de mania, aumentando energia, libido e impulsividade. “Você usa cocaína ou ecstasy e fica com mais energia, com aumento de libido, com mais impulsividade. Você continua assim e acha que ainda é feito da cocaína quando, na verdade, você pode ter disparado um quadro de mania”, alerta.

A especialista também aponta que cerca de 30% das pessoas com transtorno bipolar tipo 1 têm maior risco de desenvolver problemas com álcool ou outras drogas, criando um ciclo que dificulta ainda mais o diagnóstico preciso. Durante episódios de mania, quando a pessoa se sente “poderosa”, o uso de substâncias pode aumentar, resultando em dois diagnósticos simultâneos.

O psiquiatra Beny Lafer, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador do Programa de Transtorno Bipolar do HCFMUSP, menciona uma meta-análise recente que demonstra que nos países desenvolvidos a demora entre o aparecimento do primeiro sintoma e o diagnóstico definitivo de transtorno bipolar é de 6 a 10 anos. “Quer dizer, a pessoa fica de 6 a 10 anos com os episódios e sem o diagnóstico e sem o tratamento apropriado”, ressalta.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
FONTE/CRÉDITOS: afonsobenites
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