Em entrevista a CNN Brasil, Maria do Carmo, integrante da família de Eliza Samudio e Madrinha de Bruninho, filho de Bruno com a modelo, contou que sente um certo alívio ao receber a notícia de que o goleiro Bruno foi preso. A prisão do jogador ocorreu no Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (7).
Nós nos sentimos, é óbvio, bastante aliviados. Agora, a gente só espera que realmente seja feita justiça, que ele realmente entenda que ele não é um cidadão livre.
Maria do Carmo, madrinha de BruninhoBruno estava foragido desde março deste ano. A madrinha destacou que Bruno descumpria com frequência regras impostas pela Justiça. Ela mencionou que o goleiro estaria sem endereço fixo e há quatro anos sem pagar pensão alimentícia ao filho.
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O Bruno já mostrou o desprezo dele pelo cumprimento de regras da Justiça há muito tempo. É revoltante para mim, para a Sônia (mãe de Eliza), para o Bruninho e para a sociedade brasileira.
Maria do Carmo, madrinha de BruninhoViolações e prisão de Bruno
O mandado de prisão contra Bruno foi expedido após o goleiro ter a liberdade condicional revogada. A Justiça entendeu que Bruno demonstrou “descaso” com as condições impostas ao viajar para o Acre em fevereiro de 2026.
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A viagem, não autorizada judicialmente, foi realizada apenas quatro dias depois do atleta receber o benefício. A motivação? Uma partida pelo Vasco-AC na Copa do Brasil.
Além da viagem, o Ministério Público do Rio de Janeiro fundamentou o pedido de regime fechado com outras irregularidades cometidas durante o regime aberto de Bruno. Segundo o órgão, Bruno não atualizava o endenreço, visitava locais não autorizados e fazia viagens para outros estados.
Relembre a condenação do goleiro
A CNN Brasil separou os principais detalhes da condenação de Bruno pela morte da modelo Eliza Samudio. Entenda abaixo:
O caso teve início em junho de 2010, quando Eliza Samudio, então com 25 anos, desapareceu após comunicar a amigos que faria uma viagem. Na época, Bruno era o goleiro titular do Flamengo e vivia o auge da carreira futebolística.
O casal tinha um relacionamento extraconjugal que resultou em uma gravidez em 2009. Eliza tornou a gestação pública e buscou o reconhecimento da paternidade por parte de Bruno, o que gerou a negativa do atleta e uma sére de conflitos judiciais e registros de ocorrências.
As investigações do caso apontaram que a morte de Eliza foi fruto de uma trama planejada pelo goleiro Bruno. Em fevereiro de 2010, nasceu Bruninho, filho do casal. Meses depois, em junho, a mãe da criança desapareceu.
Eliza foi vista pela última vez no sítio de Bruno, em Minas Gerais. No local, a polícia encontrou pistas como peças de roupas e fraldas, enquanto o bebê foi localizado posteriormente na periferia de Belo Horizonte.
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Embora Bruno nunca tenha confessado ter premetidado o crime, outros envolvidos no caso apresentaram versões de que Eliza foi estrangulada, e depois, esquartejada. Um dos pontos mais marcantes do caso é que os restos mortais da modelo nunca foram encontrados, mesmo após 15 anos do ocorrido.
Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio.
Para Maria do Carmo, a luta agora é para que a resposta da Justiça seja exemplar. “Em nome da luta contra a violência contra as mulheres, eu espero que a justiça dê uma resposta à atitude do Bruno”, concluiu.
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