Na bolsa de Chicago, os preços do futuro do trigo para maio de 2026 encerraram o pregão desta quarta-feira (08) com queda de 2,96%, cotados a US$ 5,803 por bushel. Segundo a consultoria especializada Granar, as vendas por parte de fundos de investimento, após o cessar-fogo no Oriente Médio, levaram à baixa.
Para Elcio Bento, analista da consultoria Safras & Mercado, a principal pressão sobre os preços surge com o cenário geopolítico, especialmente para commodities mais sensíveis ao fluxo especulativo, como os grãos. Mas, o fator climático também incide sobre os contratos do trigo, pois as previsões indicam melhora nas condições hídricas nas Planícies dos EUA, com chuvas beneficiando áreas chave da produção.
“O mercado operou de forma mais cautelosa diante da proximidade do relatório de oferta e demanda do USDA. A expectativa pelo novo quadro global limita movimentos mais agressivos, com agentes preferindo reduzir exposição no curto prazo”, afirmou à CNN Brasil.
Leia Mais
-
Cotação da soja recua na bolsa de Chicago com incertezas no mercado externo
-
Soja recua na bolsa de Chicago após semana volátil; milho e trigo sobem
-
Preço trigo sobe pela 3ª sessão seguida em Chicago com exportação aquecida
Soja
O contrato futuro de soja para maio encerrou o pregão cotado a US$ 11,620 por bushel, um leve avanço, de 0,32%. A oleaginosa absorve a queda no valor do petróleo após o anúncio do cessar-fogo da guerra no Oriente Médio.
Com relação às especulações, o mercado espera que o cessar-fogo e a possível flexibilização ao trânsito pelo Estreito de Ormuz ajudem a reduzir o custo dos insumos agrícolas necessários para a nova safra, o que poderia evitar que a soja seja substituída pelo milho ou pelo trigo de primavera.
Milho
O contrato futuro do milho para maio fechou com recuo de 0,38%, cotado a US$ 4,473 por bushel. Segundo a Granar, a queda nos preços do petróleo bruto e sua influência sobre os biocombustíveis corrobora o movimento do pregão.
No entanto, há expectativas positivas de produtores e comerciantes de milho para o aumento no uso de etanol ou da aprovação de uma lei que permita a venda de E-15 durante todo o ano nos Estados Unidos.
Comentários: