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Quarta-feira, 22 de Julho de 2026

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Trigo sobe mais de 4% em Chicago com temor sobre oferta global

Ataques no Mar Negro e sinais de menor produtividade nos EUA aumentam preocupação com abastecimento de trigo

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Trigo sobe mais de 4% em Chicago com temor sobre oferta global
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O contrato futuro do trigo para entrega em setembro encerrou o pregão desta quarta-feira (22) com valorização de 4,09% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 7,05 por bushel. A alta foi impulsionada por preocupações com a oferta global do cereal, diante de problemas envolvendo importantes regiões produtoras.

Segundo a Royal Rural, os preços do trigo americano avançaram após ataques contra carregamentos de grãos no Mar Negro e novas estimativas apontarem um potencial produtivo menor nos Estados Unidos.

O Wheat Quality Council indicou rendimentos médios de 46 bushels por acre nas lavouras da Dakota do Norte, volume 4 bushels abaixo do registrado no ano passado. Apesar de ainda estar próximo da média dos últimos cinco anos, o resultado aumentou a cautela do mercado em relação ao desempenho das plantações americanas.

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Consultorias privadas também avaliam que as condições das lavouras de trigo e milho nos Estados Unidos podem apresentar piora nos próximos relatórios, o que mantém o mercado atento ao balanço de oferta e demanda.

Além da produção americana, os investidores acompanham os riscos envolvendo as exportações do Mar Negro. Os ataques à infraestrutura portuária da Ucrânia têm afetado o escoamento de grãos do país e ampliado as preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de trigo da região.

Rússia e Ucrânia têm papel relevante no abastecimento mundial do cereal, especialmente para compradores do Oriente Médio, Norte da África e Ásia. Com isso, qualquer restrição nas exportações aumenta a percepção de risco no mercado internacional.

Milho

O contrato futuro do milho para entrega em dezembro encerrou o pregão com valorização de 2,00% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 4,84 por bushel.

Segundo a Royal Rural, o avanço do milho ocorre em meio ao movimento de alta do trigo, já que os dois mercados possuem relação por conta do uso na ração animal, substituição de demanda e fluxo financeiro dos fundos de investimento.

Apesar de o milho não ter o mesmo fator de alta do trigo, a valorização do cereal ocorre por contágio. Com o trigo mais caro ou com maior dificuldade de origem, parte do mercado passa a avaliar o milho como uma alternativa relativa, o que aumenta a sustentação das cotações.

A Agrinvest destacou que os cereais tiveram um dia de forte volatilidade, com trigo e milho operando em alta em praticamente toda a curva de contratos. Segundo a consultoria, o aumento das tensões no Mar Negro continua elevando o prêmio de risco nos mercados agrícolas, impulsionando os preços tanto na Bolsa de Chicago quanto na Euronext.

O cenário mantém os investidores atentos aos impactos sobre o fluxo global de grãos, principalmente diante de possíveis restrições às exportações de importantes fornecedores internacionais.

Soja
O contrato futuro da soja para entrega em novembro encerrou o pregão com queda de 0,29% na Bolsa de Chicago, negociado a US$ 12,22 por bushel.

Apesar da leve baixa na principal referência internacional, o complexo da soja apresentou um movimento mais positivo no mercado. A Agrinvest apontou que o óleo de soja ganhou força com o avanço dos futuros do petróleo, que voltaram a operar em níveis não vistos desde o início de junho, tanto no Brent quanto no WTI.

Os investidores também aguardam a divulgação dos dados semanais de vendas de soja dos Estados Unidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A expectativa do mercado é que os números permaneçam próximos aos registrados na semana anterior, em torno de 2 milhões de toneladas.

No Brasil, a atenção está voltada para o ritmo de comercialização da safra velha. Segundo análise de mercado, as vendas futuras da soja brasileira não têm sido suficientes para atender à demanda das esmagadoras e das exportações até o fim do ano.

Esse cenário tem provocado um movimento de “short squeeze” no mercado brasileiro, quando participantes que apostaram na queda dos preços precisam recomprar posições, contribuindo para a elevação das cotações da oleaginosa no país.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=540972

FONTE/CRÉDITOS: andressasimao
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