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Terça-feira, 14 de Abril de 2026

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Ucrânia afirma que estabilizou as linhas de frente em janeiro

Comandante das Forças Armadas relatou que perdas russas passaram dos 30 mil militares

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Ucrânia afirma que estabilizou as linhas de frente em janeiro
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O comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, afirmou que as forças ucranianas estabilizaram as linhas de frente em janeiro e infligiram pesadas baixas às unidades russas.

As tropas ucranianas “detiveram o inimigo e destruíram efetivamente seu pessoal e equipamento”, disse Syrskyi.

“As perdas totais do inimigo no primeiro mês do ano chegaram a 31.700 militares, o que representa 9.000 a mais do que o número de reforços recebidos no mesmo período”, afirmou.

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Syrskyi também alegou que as armas de longo alcance da Ucrânia realizaram 48 missões contra a indústria russa de petróleo e gás em janeiro.

“Como resultado, o processamento total de petróleo na Rússia foi reduzido em 19%”, disse ele.

Ataques a aeródromos inimigos reduziram o uso de bombas guiadas pela Rússia em 5%, enquanto as defesas aéreas da Ucrânia destruíram 21.600 drones russos de diversos tipos em janeiro, segundo Syrskyi.

Nos últimos dias, de acordo com autoridades ucranianas, as operações ofensivas da Rússia foram prejudicadas pela perda de acesso aos terminais de comunicação via satélite Starlink, após a SpaceX iniciar esforços para bloquear terminais não registrados em áreas ocupadas da Ucrânia.

O ISW (Instituto para o Estudo da Guerra), com sede em Washington, afirmou que a ação “forçou as forças russas a reduzir o número de ataques nas linhas de frente e suspendeu temporariamente todos os ataques em áreas não especificadas da linha de frente”.

As forças russas reduziram suas operações de assalto e operações com FPV (drones em primeira pessoa) depois que a SpaceX bloqueou os terminais não registrados, de acordo com o porta-voz de uma brigada ucraniana na cidade de Zaporizhzhia, onde unidades ucranianas passaram recentemente à ofensiva.

Outro porta-voz, de uma unidade que luta na área de Lyman, em Donetsk, disse que as interrupções no Starlink estão prejudicando o comando e controle russos e as operações com drones.

O ISW avaliou que as forças russas podem não ser capazes de realizar ataques “no mesmo ritmo e profundidade das últimas semanas sem os terminais Starlink”.

Os terminais ajudaram a ampliar o alcance dos drones para ataques contra alvos móveis, como trens e veículos.

A ISW concluiu que as forças russas provavelmente terão dificuldades em manter a campanha “nos mesmos níveis de intensidade a curto prazo, a menos que consigam encontrar soluções alternativas para os bloqueios ou adaptar novas soluções tecnológicas para substituir o Starlink”.

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FONTE/CRÉDITOS: Giovanna Csiszar
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