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Quarta-feira, 03 de Junho de 2026

Cidades

Vice-presidente da Latam Brasil diz que escolas de aviação não têm banheiro feminino

Maria Elisa Curcio afirma que a falta de infraestrutura adequada reforça o ambiente masculino no setor aéreo, onde apenas cerca de 6% dos pilotos são mulheres.

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
Vice-presidente da Latam Brasil diz que escolas de aviação não têm banheiro feminino
A vice-presidente da Latam afirma que escolas de aviação não têm banheiro feminino. (Foto: Will Shutter / Câmara dos Deputados)
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Brasília, 12 de novembro de 2025 – A vice-presidente e diretora de Assuntos Corporativos da Latam Brasil, Maria Elisa Curcio, acendeu um alerta sobre a persistente desigualdade de gênero no setor da aviação ao revelar que muitas escolas de formação de pilotos sequer possuem banheiro feminino. 

Durante o 4º Brasília Summit, evento promovido pelo grupo Lide, Curcio afirmou que o ambiente continua “ainda bastante masculino” e citou a ausência de estrutura mínima para mulheres como um dos indicadores. “Não é incomum saber que não existe banheiro feminino nas escolas de formação”, disse a executiva ao público presente.

Ela lembrou ainda que, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), apenas cerca de 6% dos pilotos das companhias aéreas são mulheres — um reflexo da dificuldade de entrada no segmento, que envolve alta carga horária, custos elevados de formação (até R$ 300 mil) e jornadas que podem manter profissionais fora de casa por até 48 horas seguidas. 

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Curcio também destacou o volume de denúncias de assédio envolvendo mulheres no ambiente de voo, indicando que a falta de representatividade e estrutura contribui para dificuldades de retenção. “Grande maioria de denúncias de assédio em voo por passageiros envolve funcionárias mulheres”, afirmou. 

A declaração reacende o debate sobre as barreiras enfrentadas por mulheres na aviação — desde a formação até o avanço na carreira. A infraestrutura das escolas de aviação, segundo a executiva, é parte relevante desse contexto desigual, que vai além de número de inscrições ou cotas: trata-se da ambientação, da visibilidade e da segurança para quem ingressa nessa profissão.

O setor aéreo brasileiro costuma apresentar maior presença masculina em funções de comando, e especialistas avaliam que a adequação das instalações e políticas de diversidade são passos essenciais para que mulheres se sintam acolhidas e permaneçam na carreira.

FONTE/CRÉDITOS: gazetadopovo
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