Um voo da EasyJet com destino a Londres foi forçado a desviar para Roma depois que um passageiro informou à tripulação que havia deixado um dispositivo carregando em uma bateria externa em sua bagagem despachada, informou a companhia aérea à CNN.
O voo partiu de Hurghada, um popular destino turístico egípcio no Mar Vermelho. Os dados do FlightAware mostram que o avião voou cerca de 10 mil metros até três horas e meia após a decolagem, quando desviou para a capital italiana, pousando em Roma às 23h33 na terça-feira (19).
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Depois da tripulação ser informada da situação, “o comandante tomou a decisão de desviar o voo como medida de precaução, em conformidade com os regulamentos de segurança”, disse a EasyJet em um comunicado à CNN.
“A segurança de seus clientes e tripulantes é a maior prioridade da EasyJet, e a empresa opera sua frota de aeronaves em estrita conformidade com todas as diretrizes dos fabricantes”, diz o comunicado. “Lamentamos qualquer inconveniente causado pelo desvio e consequente atraso.”
A EasyJet informou que os passageiros receberam hotéis e refeições para a noite, antes de finalizarem sua viagem para o Aeroporto de Londres Luton.
Em março, a Organização da Aviação Civil Internacional impôs novas restrições aos carregadores portáteis. De acordo com as novas regras, cada passageiro está limitado a dois carregadores portáteis e não é permitido recarregá-los durante os voos.
Algumas companhias aéreas já restringiram o uso de carregadores portáteis em voos. A Singapore Airlines proibiu completamente o uso de carregadores portáteis para dispositivos eletrônicos durante os voos.
A Southwest Airlines informou à CNN em maio de 2025 que os passageiros que utilizassem carregadores portáteis teriam que mantê-los visíveis.
A Coreia do Sul proibiu que passageiros coloquem carregadores portáteis e cigarros eletrônicos nos compartimentos de bagagem de mão em todas as companhias aéreas do país. A proibição foi imposta após um incêndio em um avião da Air Busan que deixou três pessoas feridas em janeiro de 2025.
O Ministério dos Transportes da Coreia do Sul afirmou em um comunicado à imprensa que um carregador portátil era uma possível causa do incêndio.
As baterias de íon-lítio são usadas em eletrônicos de consumo comuns, como celulares e laptops. No entanto, os componentes químicos dessas baterias são inflamáveis.
Se uma bateria for sobrecarregada, aquecer demais ou estiver danificada, pode causar uma reação em cadeia chamada fuga térmica.
De acordo com a FAA (Administração Federal de Aviação), houve 563 incidentes envolvendo fumaça, fogo ou calor extremo relacionados a baterias de íon-lítio em voos entre março de 2006 e fevereiro de 2026, sendo que 230 desses incidentes foram causados por baterias portáteis.
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