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Força-tarefa planeja atender cerca de 2 mil famílias em 25 comunidades afetadas pela estiagem
Por meio da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMPDC), a Prefeitura de Porto Velho deu início a uma força-tarefa para distribuir cerca de 3.800 galões de água e hipoclorito às comunidades do Baixo Madeira que estão sofrendo com a estiagem.
O transporte dos galões teve início no dia 30 de outubro, utilizando uma balsa que saiu da localidade de Boca do Jamari, localizada a aproximadamente 60 quilômetros do centro urbano de Porto Velho. A operação tem como objetivo atender em torno de 2 mil famílias que se encontram em 25 comunidades nos distritos de Nazaré e Calama.
As embarcações são responsáveis pelo transporte dos materiais, e as primeiras entregas estão programadas para as localidades de Boa Vista 1 e Boa Vista 2, antes de se direcionarem para outras áreas até Calama.
Em Nazaré, cerca de 149 famílias estão incluídas na ação de distribuição. A quantidade de galões para cada comunidade é determinada de acordo com as condições de abastecimento. As localidades mais isoladas recebem uma maior quantidade, enquanto aquelas com poços ou sistemas coletivos de água são atendidas conforme suas necessidades específicas.
A missão conta com a colaboração da Cooperativa de Agroextrativismo do Médio e Baixo Madeira, com sede em Porto Velho.
MOBILIZAÇÃO PARA ATENDER AS FAMÍLIAS
Essa operação envolve equipes da Defesa Civil Municipal, do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, da Defesa Civil Estadual, do Exército Brasileiro, da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), do Sesc Mesa Brasil e de diversas secretarias da Prefeitura de Porto Velho.
Para auxiliar no transporte dos galões, o Exército disponibilizou caminhões, enquanto o Sesc, através do Sistema Fecomércio, contribuiu com veículos e equipe de apoio. A Agevisa fornece hipoclorito para o tratamento da água.
Entre os voluntários que participam da missão está o sargento Pedrosa, que atua nas ações da Defesa Civil, e ele ressaltou a importância do trabalho conjunto de profissionais de várias áreas na entrega dos materiais.
“Somos todos voluntários, viemos de outros setores, setores operacionais, setores administrativos”.
Os voluntários permanecerão envolvidos na entrega dos galões de água às comunidades por 15 dias. A participação de profissionais de diferentes setores favorece a organização do transporte e a distribuição dos materiais, assim como o atendimento às famílias nas áreas afetadas pela seca.
O prefeito Léo Moraes enfatizou as dificuldades que as comunidades estão enfrentando devido à estiagem e elogiou a mobilização dos órgãos que estão participando da operação.
“Existem muitas dificuldades quando os rios baixam e o calor aumenta na Amazônia e em Porto Velho, não é diferente. Estamos diante de um decreto de emergência por conta do avanço e dos impactos da estiagem e ao mesmo tempo, todo apoio está sendo prestado para as famílias e comunidades impactadas. Estamos mobilizados com uma grande estrutura de ajuda humanitária aos moradores ao longo do rio Madeira”, afirmou o prefeito.
A diminuição nos níveis dos rios complica o transporte de alimentos, água e outros itens essenciais para as comunidades ribeirinhas. Por isso, as equipes utilizam diferentes rotas e meios para alcançar as famílias que estão enfrentando problemas de abastecimento.
O superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, médico Marcos Berti Cavalcanti, esclareceu que as entregas fazem parte de um trabalho em andamento nos últimos meses, com monitoramento das necessidades das comunidades.
“Essas entregas já estão acontecendo há alguns meses, estamos reforçando e ampliando a capacidade de distribuição e ao mesmo tempo monitorando as comunidades e famílias impactadas pela seca. Todas as secretarias municipais estão envolvidas numa ação coordenada de prestar todo apoio às famílias afetadas pela estiagem”.
O acompanhamento das localidades possibilita identificar as famílias que precisam de assistência e planejar as próximas etapas da distribuição, levando em consideração as dificuldades de acesso e as condições de abastecimento de cada região.
NOVAS ETAPAS DA DISTRIBUIÇÃO
O diretor operacional da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Marcelo Duarte, informou que a Prefeitura adquiriu 15 mil galões de água após a realocação de recursos decorrentes do decreto de situação de emergência devido à estiagem.
“Em decorrência do decreto de situação de emergência, a Prefeitura realizou um remanejamento de recurso para a Defesa Civil, onde foram adquiridos 15.000 galões de água, que estão sendo levados para as comunidades ribeirinhas dos distritos de Nazaré e Calama”.
A aquisição faz parte do planejamento de abastecimento das comunidades afetadas. A distribuição está organizada em etapas, conforme a disponibilidade dos materiais e as condições de transporte até cada localidade.
Conforme o diretor, as equipes já finalizaram o atendimento em São Carlos, Cavalcante e Terra Caída. A próxima etapa abrange Demarcação, com a entrega prevista de 600 galões para cerca de 110 famílias, das quais 70 residem na sede do distrito e outras 40 estão em comunidades ao longo do rio Machado.
Devido às dificuldades de acesso pelo rio Madeira, o transporte para essa fase será realizado por uma rota terrestre que passa por Itapuã do Oeste, Cujubim, Estação Ecológica Soldado da Borracha e Gleba Rio Preto.
ALTERNATIVAS PARA O ABASTECIMENTO
Além da distribuição emergencial de água, a Prefeitura está implementando equipamentos que captam água dos rios e tratam para o consumo das famílias.
Segundo a Defesa Civil Municipal, cinco unidades foram instaladas em setembro, e outras cinco devem ser instaladas até o final do ano. O objetivo é aumentar as alternativas de abastecimento e diminuir a dependência das entregas feitas por embarcações ou veículos durante os períodos de seca e cheia.
A mobilização também abrange o Médio e o Alto Madeira, com atendimento em Abunã e a previsão de expansão para Vista Alegre do Abunã e Nova Mutum, além de comunidades rurais localizadas nas duas margens do rio Madeira.
As equipes continuam a distribuição de água e materiais de tratamento, de acordo com as necessidades identificadas em cada localidade e as condições de acesso às comunidades afetadas pela estiagem.
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