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Sexta-feira, 03 de Abril de 2026

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52 anos sem Copa: RD Congo pode acabar com o maior jejum da África

Seleção africana não disputa um Mundial desde 1974 e decide vaga contra a Jamaica na repescagem para 2026

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
52 anos sem Copa: RD Congo pode acabar com o maior jejum da África
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A República Democrática do Congo está a 90 minutos de encerrar o maior jejum entre seleções africanas em Copas do Mundo. A última participação foi em 1974, ainda como Zaire. De lá para cá, são 52 anos fora do principal torneio do futebol.

A chance de mudar esse cenário vem nesta terça-feira, 31 de março, às 18h de Brasília, em Guadalajara. Em jogo único contra a Jamaica, os congoleses disputam a repescagem intercontinental por uma vaga na Copa de 2026. Quem vencer avança ao Mundial que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.

A presença de 1974 ficou marcada mais pelo contexto do que pelos resultados. O Zaire foi o primeiro país da África Subsaariana a jogar uma Copa, mas acabou eliminado na fase de grupos, com três derrotas. A mais pesada foi o 9 a 0 sofrido diante da Iugoslávia, ainda hoje uma das maiores goleadas da história do torneio.

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Desde então, a seleção nunca mais conseguiu voltar. Bateu na trave em eliminatórias e conviveu com problemas fora de campo, comuns a boa parte das federações africanas. Ainda assim, o país se manteve relevante no continente. Foi campeão da Copa Africana de Nações em 1968 e 1974 e voltou a frequentar fases decisivas mais recentemente, como o terceiro lugar em 2015.

O cenário atual é mais competitivo. A ampliação da Copa para 48 seleções abriu vagas extras, mas também trouxe novos caminhos, como a repescagem intercontinental. Para a RD Congo, é a oportunidade mais concreta em décadas.

Do outro lado, a Jamaica tenta disputar apenas sua segunda Copa. A única participação foi em 1998, na França. A equipe caribenha chega com uma base formada por jogadores que atuam fora do país, principalmente na Inglaterra.

Para o público brasileiro, o reencontro com a história é inevitável. Foi contra o Brasil que o Zaire protagonizou uma das cenas mais lembradas das Copas, quando um jogador avançou na barreira antes de uma cobrança de falta. Mais de meio século depois, a RD Congo tenta deixar esse passado como curiosidade e escrever um capítulo mais competitivo.

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FONTE/CRÉDITOS: gabrielteles
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