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Quinta-feira, 01 de Outubro de 2026

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À CNN Brasil, ex-integrante do Opus Dei fala sobre traumas: “Culpa grande”

Enrique Mackenzie contou em entrevista que experiências que viveu na instituição da Igreja Católica o marcaram e os afetam até hoje; entenda o que é

Estadão Rondônia
Por Estadão Rondônia
À CNN Brasil, ex-integrante do Opus Dei fala sobre traumas: “Culpa grande”
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Um dos integrantes do grupo da Igreja Católica Opus Dei, o coach Enrique Mackenzie, 40, conversou com a CNN Brasil e contou mais sobre as experiências que mudaram sua vida — e criaram traumas que o afetam até hoje.

Natural de El Salvador, ele estudou em uma das escolas da instituição desde os dois anos — e foi aos 12 anos que começou a participar das atividades de um dos centros de funcionamento do grupo. Lá eram conduzidas aulas de religião e também de esportes, como o futebol.

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Aos 14 anos, quando descobriu que era um homem gay, recebeu um tratamento de conversão e remédios psiquiátricos para “tratar” o que o Opus Dei considerava uma doença. Quando tinha 17 anos, foi expulso da organização.

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“Foi um processo muito longo para me assumir, foram pelo menos sete anos, com ajuda terapêutica. Quando ganhei uma bolsa para estudar em Taiwan, conheci muitas pessoas de vários países e eles começaram a falar da ciência, que ser gay não era uma doença”, relatou.

De acordo com Enrique, um intercâmbio que fez na Bélgica também o ajudou a compreender melhor a realidade de ser uma pessoa LGBTQIAPN+ e que ele poderia viver sua verdade.

“Entendi que ser gay não era um problema, que era uma coisa normal, e que eu merecia também ter um relacionamento com outros homens, a vida de uma pessoa jovem, ir a festas, bares entre amigos. Foi um processo muito longo e difícil para mim, até eu conseguir me aceitar, aos 25 anos. A partir daí fiz mais de 20 anos de terapia para conseguir me livrar daquela culpa com que eu cresci”, disse à CNN Brasil.

Mesmo tendo que lidar com questões sérias após ser expulso da Opus Dei, Mackenzie disse que as experiências que viveu na instituição moldaram que ele é hoje. Atualmente, o coach trabalha com pessoas LGBTQIAPN+ que tem traumas como os dele.

“Consegui perdoar porque eu entendi que não perdoar era me segurar em uma coisa que me estava doendo, mas não significa que o que aconteceu comigo não vai acontecer de novo. Perdoar fecha a ferida para mim, mas não fecha a porta por onde essa ferida entrou. É importante que eles se responsabilizem desse abuso espiritual, psicológico e sistêmico que acontece em vários países do mundo”, disse em entrevista.

A série documental “O Bom Espírito: Por Detrás das Portas do Opus Dei”, chegou ao streaming HBO Max no último dia 25 e relata histórias reais de pessoas que passaram pela instituição da Igreja Católica Opus Dei.

“É uma instituição que está cheia de pessoas boas, mas muitas vezes, quando pessoas boas acreditam que estão fazendo o bem, não enxergam como podem fazer um dano aos outros”, refletiu.

 

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El Buen Espíritu: Detrás de la Puerta del Opus Dei | Tráiler | HBO Max El Buen Espíritu: Detrás de la Puerta del Opus Dei | Tráiler | HBO Max

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FONTE/CRÉDITOS: giovanachrist
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